Anvisa procura leite adulterado em Minas
da Folha Online
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) começa nesta quinta-feira a rastrear o leite adulterado pelas cooperativas Copervale e Casmil. As duas empresas são acusadas pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal de adulterar o leite que era revendido a outras empresas.
A operação terá participação de técnicos da Anvisa e do Ministério da Agricultura, que devem agir em Uberaba (MG). Por ordem do Ministério Público Estadual, o leite longa vida de três marcas (Parmalat, Calu e Centenário) foi recolhido das prateleiras dos supermercados da cidade. As empresas negam envolvimento com a fraude.
A operação Ouro Branco ocorreu também na cidade de Passos (MG), mas segundo os promotores não ordenaram o recolhimento do leite na cidade porque o produto adulterado não seria revendido na cidade.
Com o rastreamento do leite, a Anvisa poderá iniciar a coleta de leite longa vida para análise. O produto deve ser retirado definitivamente do mercado se irregularidades forem comprovadas. As empresas podem receber sanções que vão de advertência a multa de R$ 1,5 milhão.
A Anvisa aconselha quem encontrar qualquer aspecto diferente no leite --cor, odor ou sabor-- deve comunicar o fato à vigilância sanitária local ou entrar em contato com a agência pelo e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br.
Acompanhe as notícias da Folha Online em seu celular: digite wap.folha.com.br.
Leia mais
- Soda é misturada ao leite há 2 anos, dizem funcionários
- Chinaglia considera instalar CPI para apurar fraude no leite
- Justiça determina intervenção em cooperativa acusada de adulterar leite
- Leite adulterado era vendido para Parmalat e Calu, diz PF
- Origem e efeitos dos alimentos transgênicos são tema de livro
Especial


Há algo de seriedade em algum setor da política pública?
A impunidade é geral. Tem até juiz vendendo sentença judicial.
Sem moral, sem dignidade ou caráter.
Se o preço for bom vende-se qualquer coisa. Absolutamente qualquer coisa.
Adultera-se leite, uma fonte de alimentação básica para as crianças, com produtos químicos inadequados, ou venenosos para consumo humano, e a cooperativa sem se quer foi fechada, funcionando a todo vapor até hoje. E os culpados ainda estão soltos.
INACREDITÁVEL.
Qualquer pessoa que vive num dos países sérios do hemisfério norte acharia esta situação (e muitos outros) uma piada.
O Brasil pode até ser considerado país emergente economicamente, porém a mentalidade do setor público é típica de um país do TERCEIRO MUNDO.
avalie fechar
É claro que fatos como este são passíveis de acontecer sob qualquer governo. Cabe ao poder público, num caso desses, identificar os culpados e puni-los. O que se questiona é o seguinte: os critérios das licitações para a compra desses produtos estão corretos? As empresas e os empresários participantes foram devidamente investigados? Seria tão absurdo assim a existência de uma fazenda estatal, administrada pela Embrapa, para produção e fornecimento de leite para nossas crianças?
avalie fechar
Não é de se estranhar que empresários brasileiros, estavam adulterando o leite com produtos que pode se dizer literalmente: "venenos". Sim, literalmente envenenando, pouco a pouco, o povo brasileiro! Para mim, isto não é só um crime de "falsificação" de um alimento, mas bem como, crime de envenenamento. Até agora, pelo que consta ninguém foi preso. O que existe são, justificativas esfarrapadas, e fica a impressão de que muito dinheiro está "rolando". Ora, se o próprio químico é réu confesso e disse que: “sabendo que o leite está adulterado "envenenado", jamais beberei desse leite” Por que então, até agora a justiça não tomou nenhuma atitude para punir severamente o criminoso hediondo e todos os coniventes?
avalie fechar