Funcionários da Casmil aceitam delação premiada e deixam prisão
da Folha Ribeirão, em Passos
da Folha Online
Dois funcionários da Casmil, cooperativa de Passos (MG), deixaram ontem (25) a prisão por terem aceito uma proposta de delação premiada, segundo o promotor Paulo Márcio da Silva. Eles tinham sido detidos na segunda-feira (22), na operação Ouro Branco. Os nomes dos dois funcionários não foram divulgados.
Na operação, oito pessoas da Casmil foram presas. Ontem, o diretor da empresa Adriano Maia e o ex-presidente Dácio Del Fraro, afastado pela Justiça, foram presos. Fraro chegou a ser internado na noite de segunda-feira com princípio de infarto e a ficar sob escolta policial na Santa Casa de Passos. Ao ter alta, foi levado à prisão. Ontem, a Folha não conseguiu ouvir a defesa de Maia, Fraro e dos outros diretores.
No total, 28 pessoas foram presas na operação, todas ligadas às cooperativas Casmil e Copervale --localizadas em Passos e Uberaba. Dos dez suspeitos presos em Passos, seis continuam na cadeia. Em Uberaba, ao menos 13 foram libertados por terem colaborado.
De acordo com as investigações, os acusados "batizavam" o leite produzido por essas duas cooperativas com soro e adicionavam produtos como soda cáustica, citrato de sódio e ácido cítrico com o objetivo de aumentar o prazo de validade e disfarçar problemas.
Todos os suspeitos presos pela operação tiveram prisão temporária --válida por cinco dias-- decretada. A detenção pode ser prorrogada por mais cinco dias, mas os procuradores ainda não pediram a extensão do prazo, o que significa que os suspeitos podem ser soltos hoje.
Ontem, quatro interventores foram nomeados pela Justiça para assumir a administração da cooperativa Casmil. A Copervale já tem um interventor desde segunda.
Paralelamente, o Ministério Público Estadual de Passos investiga o suposto envolvimento de policiais civis no caso.
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Especial


Há algo de seriedade em algum setor da política pública?
A impunidade é geral. Tem até juiz vendendo sentença judicial.
Sem moral, sem dignidade ou caráter.
Se o preço for bom vende-se qualquer coisa. Absolutamente qualquer coisa.
Adultera-se leite, uma fonte de alimentação básica para as crianças, com produtos químicos inadequados, ou venenosos para consumo humano, e a cooperativa sem se quer foi fechada, funcionando a todo vapor até hoje. E os culpados ainda estão soltos.
INACREDITÁVEL.
Qualquer pessoa que vive num dos países sérios do hemisfério norte acharia esta situação (e muitos outros) uma piada.
O Brasil pode até ser considerado país emergente economicamente, porém a mentalidade do setor público é típica de um país do TERCEIRO MUNDO.
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É claro que fatos como este são passíveis de acontecer sob qualquer governo. Cabe ao poder público, num caso desses, identificar os culpados e puni-los. O que se questiona é o seguinte: os critérios das licitações para a compra desses produtos estão corretos? As empresas e os empresários participantes foram devidamente investigados? Seria tão absurdo assim a existência de uma fazenda estatal, administrada pela Embrapa, para produção e fornecimento de leite para nossas crianças?
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Não é de se estranhar que empresários brasileiros, estavam adulterando o leite com produtos que pode se dizer literalmente: "venenos". Sim, literalmente envenenando, pouco a pouco, o povo brasileiro! Para mim, isto não é só um crime de "falsificação" de um alimento, mas bem como, crime de envenenamento. Até agora, pelo que consta ninguém foi preso. O que existe são, justificativas esfarrapadas, e fica a impressão de que muito dinheiro está "rolando". Ora, se o próprio químico é réu confesso e disse que: “sabendo que o leite está adulterado "envenenado", jamais beberei desse leite” Por que então, até agora a justiça não tomou nenhuma atitude para punir severamente o criminoso hediondo e todos os coniventes?
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