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Cotidiano
29/10/2007 - 18h45

Polícia interdita sítio de rave onde adolescente morreu no Rio

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da Folha Online

A Polícia Civil do Rio determinou a interdição de 30 dias do local onde ocorreu uma festa rave, no município de Itaboraí (região metropolitana), durante o final de semana. Um adolescente de 17 anos morreu e outros 18 jovens ficaram feridos durante o evento.

De acordo com o delegado Antonio Ricardo Lima Nunes, titular da Delegacia de Itaboraí, o lugar onde a rave foi realizada --um sítio chamado Happy Land Eventos-- foi interditado para evitar que outros eventos ocorram no período de investigação.

Nesta segunda-feira, o delegado realizou uma diligência no local e encontrou um tubo de lança-perfume, papelotes de cocaína e bebidas alcóolicas.

"Estamos fazendo diligências para encontrar as pessoas feridas, relatadas pela imprensa. Os organizadores do evento serão ouvidos amanhã [30]", afirmou o delegado.

Nunes ouviu o depoimento do proprietário do sítio e dos seguranças, que relataram que era impossível revistar todos os freqüentadores da festa. Segundo o delegado, eles relataram que as drogas são trazidas, na maioria das vezes, pelas mulheres, que colocam o material nas partes íntimas.

Cerca de 180 homens faziam a segurança da rave, segundo o delegado, para cerca de 10 mil pessoas de público. O local tem cerca de 700 mil metros quadrados, segundo o site da empresa, é recebe eventos de shows religiosos a feiras agropecuárias.

De acordo com o delegado, a empresa que realizou a festa foi identificada como Directa e os seus responsáveis devem comparecer amanhã para prestar depoimento. Ninguém ainda foi indiciado.

A festa começou na noite de sábado (27) e terminou na tarde de domingo. O inquérito foi aberto para apurar a morte do adolescente. A polícia suspeita de abuso de álcool e entorpecentes por alguns dos jovens que foram encaminhados para o Hospital Estadual João Batista Caffaro.

Segundo o delegado, uma análise preliminar do exame cadavérico do rapaz, apontou que ele pode ter morrido de parada cardíaca.

A Folha Online entrou em contato com a Happy Land Eventos, que informou que deve se manifestar sobre o caso ainda hoje. A reportagem não conseguiu localizar um contato da empresa identificada como Directa.

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