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Cotidiano
30/10/2007 - 11h47

Viana sugere defesa da qualidade de leite e queijo brasileiros

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Médico especialista em doenças tropicais, o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), sugeriu nesta terça-feira que integrantes do governo e dos empresários se unam em defesa da qualidade do leite e do queijo vendidos no país. Segundo ele, é necessário intensificar as fiscalizações em todos os setores e propôs uma "revisão plena" do sistema em vigor.

"O empresariado deveria ser o primeiro a cobrar e o governo tem de fazer uma revisão, se seus fiscais estão cumprindo suas responsabilidades e agindo eticamente", afirmou Tião, sem esconder sua indignação.

Ao ser questionado sobre os atos dos fraudadores de leite e de queijo, o petista foi taxativo: "É um ato de afronta à dignidade humana, quando criminosos conseguem atingir uma criança que toma um copo de leite. É a expressão de uma parte da sociedade que perdeu completamente o escrúpulo".

Na semana passada, a PF (Polícia Federal) prendeu 27 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes em duas cooperativas de produção de leite em Minas Gerais. Produtos como soda cáustica e água oxigenada seriam misturados à bebida para disfarçar a baixa qualidade do produtos, em alguns casos estragados. Lotes de leite longa vida das empresas Parmalat, Calu e Centenário estão interditados cautelarmente. O caso está sendo investigado.

Ontem (29), o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) descartou a hipótese de que tenham ocorrido falhas na fiscalização da produção de leite no país no caso das fraudes reveladas pela da PF.

Segundo Stephanes, a responsabilidade pela má qualidade do leite é exclusivamente das empresas produtoras, mas anunciou a implementação de um mutirão de fiscalização. Atualmente o Ministério da Agricultura conta com 1.300 fiscais dos quais 212 fiscalizam 1.700 estabelecimentos industriais de leite.

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Comentários dos leitores
Akira N (3) 19/05/2008 21h51
Akira N (3) 19/05/2008 21h51
SAO PAULO / SP
Do que podemos orgulhar deste país?
Há algo de seriedade em algum setor da política pública?
A impunidade é geral. Tem até juiz vendendo sentença judicial.
Sem moral, sem dignidade ou caráter.
Se o preço for bom vende-se qualquer coisa. Absolutamente qualquer coisa.
Adultera-se leite, uma fonte de alimentação básica para as crianças, com produtos químicos inadequados, ou venenosos para consumo humano, e a cooperativa sem se quer foi fechada, funcionando a todo vapor até hoje. E os culpados ainda estão soltos.
INACREDITÁVEL.
Qualquer pessoa que vive num dos países sérios do hemisfério norte acharia esta situação (e muitos outros) uma piada.
O Brasil pode até ser considerado país emergente economicamente, porém a mentalidade do setor público é típica de um país do TERCEIRO MUNDO.
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jonathan teixeira (320) 05/01/2008 00h31
jonathan teixeira (320) 05/01/2008 00h31
Pois é, crianças passam mal depois de tomar leite distribuido pelo governo tucano de São Paulo. Deve ser culpa do Lula também...
É claro que fatos como este são passíveis de acontecer sob qualquer governo. Cabe ao poder público, num caso desses, identificar os culpados e puni-los. O que se questiona é o seguinte: os critérios das licitações para a compra desses produtos estão corretos? As empresas e os empresários participantes foram devidamente investigados? Seria tão absurdo assim a existência de uma fazenda estatal, administrada pela Embrapa, para produção e fornecimento de leite para nossas crianças?
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Ricardo Nunes (1) 04/12/2007 15h45
Ricardo Nunes (1) 04/12/2007 15h45
MACAE / RJ
Estou realmente indignado com a situação social e de criminalidade em que se encontra o Brasil. Não me orgulho mais de ser brasileiro. Para mim, dizer que é orgulho ser brasileiro, seria uma hipocrisia, enquanto que: milhares de brasileiros passam fome; a saúde pública é um caos sem fim; o país tornou-se o paraíso para a prática do crime nacional e internacional devido a impunidade e a facilidade de sair da cadeia em pouco tempo, para continuar cometendo o mesmo crime "o maior contrabandista do Brasil" ( o crime não compensa?); as falcatruas dos políticos, autoridades e empresários brasileiros, que depenam o patrimônio público com rombos milionários, que não é de hoje, e com impunidade que dá carta branca, incentivando a prática da criminalidade em todo o país.
Não é de se estranhar que empresários brasileiros, estavam adulterando o leite com produtos que pode se dizer literalmente: "venenos". Sim, literalmente envenenando, pouco a pouco, o povo brasileiro! Para mim, isto não é só um crime de "falsificação" de um alimento, mas bem como, crime de envenenamento. Até agora, pelo que consta ninguém foi preso. O que existe são, justificativas esfarrapadas, e fica a impressão de que muito dinheiro está "rolando". Ora, se o próprio químico é réu confesso e disse que: “sabendo que o leite está adulterado "envenenado", jamais beberei desse leite” Por que então, até agora a justiça não tomou nenhuma atitude para punir severamente o criminoso hediondo e todos os coniventes?
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