Policiais do Bope eram incorruptíveis na época do filme, diz diretor de "Tropa"
da Folha Online
O cineasta José Padilha, 40, diretor do filme "Tropa de Elite", afirmou nesta terça-feira em sabatina promovida pela Folha que a obra retrata os policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio como incorruptíveis porque em 1997, ano em que se passa a história, os integrantes do batalhão realmente não enfrentavam queixas de corrupção.
Para Padilha, desde 1997, o Bope não apenas recebeu denúncias de corrupção como também deixou de ser um batalhão de elite. De acordo com o diretor, na ocasião, o Bope tinha 120 integrantes e, atualmente, tem 450.
"Se nem Los Angeles conseguiu ter 500 policiais num batalhão de elite [o Swat], não é o Rio que vai conseguir."
"No livro 'Elite da Tropa' [que inspirou o filme], os policiais do Bope matam um policial que se corrompe", ressalta o cineasta. Padilha reafirmou na sabatina que não defende o Bope por acreditar que "tortura é pior que corrupção".
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