Justiça proibiu entrada de adolescentes em rave em Itaboraí (RJ)
da Folha Online
A entrada de adolescentes na festa rave realizada no fim de semana no sítio Happy Land, em Itaboraí (região metropolitana do Rio) foi proibida pela Justiça três dias antes do evento. Um rapaz de 17 anos morreu no local e outros 18 jovens foram internados em hospitais da região devido ao suposto consumo excessivo de álcool e drogas.
De acordo com o TJ (Tribunal de Justiça), a ordem havia sido dada pelo juiz da 1ª Vara de Família, da Infância e Juventude, Vitor Moreira Lima. No dia da rave, porém, segundo o TJ, um segurança dos organizadores da festa afrontou a decisão judicial e impediu a entrada da fiscalização, o que ocorreu somente horas depois, com o auxilio da Polícia Militar.
Na segunda-feira (29), a Polícia Civil do Rio determinou a interdição de 30 dias do local onde ocorreu uma festa rave. No local foram encontrados pelos policiais um tubo de lança-perfume, papelotes de cocaína e bebidas alcóolicas.
De acordo com o TJ, assim que os comissários entraram no parque, flagraram dois menores consumindo bebida alcoólica. Os jovens foram retirados do local e o estabelecimento foi autuado.
Além de ter sido constatado o consumo de bebidas por menores, os fiscais observaram que não havia afixado, em nenhum lugar visível, a informação sobre a natureza da diversão ou espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação.
Na semana anterior à festa, de acordo com o TJ, a Directa Produções, apontada como responsável pela festa, enviou documento para o juiz informando que o público alvo era de 18 a 35 anos. Como não havia como impedir, o juiz determinou a fiscalização rígida, advertindo que a presença de menores era expressamente proibida em qualquer horário, "por tratar-se de evento onde, em tese, há alto consumo de drogas e bebidas alcoólicas".
"Talvez se a diligência pudesse ser realizada, logo naquele momento em que a equipe teve seu acesso ilegalmente objetado, ao invés de duas vidas, poderia este Juízo ter salvo três, não se olvidando que a existência, ainda breve, de um adolescente pereceu em virtude, supostamente de excessos no consumo de drogas e álcool no ignóbil evento", escreveu o juiz Vitor Moreira Lima ao deferir a liminar pedida pelo Ministério Público que interditou o parque pelo prazo de 30 dias.
O juiz determinou ainda a citação da Directa e do sítio Happy Land no inquérito que apura a morte do adolescente e as circunstâncias em que a rave ocorreu.
A Folha Online tentou contato com a Happy Land, que informou que a Directa se manifestaria sobre as acusações. No entanto, a reportagem não encontrou um telefone da produtora e a Happy Land não forneceu o telefone.
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