Presidente da Anac confirma renúncia e critica ministro
da Folha Online
O diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, confirmou nesta quarta-feira que deixa o cargo, conforme antecipou ontem a colunista da Folha Eliane Cantanhêde.
Desde o dia 24 de agosto, os outro quatro diretores que integravam a diretoria da Anac renunciaram aos cargos. Da cúpula da agência, restava só Zuanazzi.
Ao anunciar sua saída, ele criticou o ministro da Defesa, Nelson Jobim. "Estou saindo porque não quero trabalhar com ele [Jobim]", afirmou. O ministro já havia declarado abertamente que esperava a renúncia.
Zuanazzi disse que não deixou o cargo antes porque queria prestar contas à sociedade. Ele também fez um balanço de sua gestão --que durou um ano e sete meses-- e afirmou que a crise aérea que atingiu o país já acabou.
Críticas
Zuanazzi, que disse não concordar com as idéias de Jobim, afirmou que o ministro estaria indicando nomes para a presidência da agência antes mesmo da aprovação pelo Senado. "O ministro age como se não tivesse a lei, não dá muita bola para a questão da autonomia e independência das agências."
Jobim reagiu com ironia aos ataques, tratou Zuanazzi como "página virada" e evitou polêmicas.
Sem citar nomes, Zuanazzi disse ter recebido manifestações contra a popularização do setor aéreo e que "várias pessoas" não querem que "pobre ande de avião". "Tem uma agenda oculta que não aparece na sociedade. Tem que debater com o cidadão. Você que nunca voou: tem gente que não quer que você voe", disse.
Ele também criticou um "certo movimento" --em referência ao Cansei, movimento que realizou protestos contra a crise aérea-- e disse ter ouvido de muitas pessoas que, atualmente, os aeroportos parecem rodoviária. "É quem não gosta de pobre", afirmou.
Ao confirmar a renúncia, Zuanazzi disse que, agora, vai procurar emprego na iniciativa privada na área de turismo e que voltará a lecionar.
Renúncias
Denise Abreu foi a primeira diretora a renunciar, em agosto. Depois, caíram Jorge Luiz Brito Velozo, Leur Lomanto e Josef Barat.
Ontem (30), Zuanazzi telefonou para o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) comunicando a decisão de deixar o cargo.
A cúpula da Anac viveu um processo de desgaste desde a tragédia com o vôo 3054 da TAM, em Congonhas (zona sul de São Paulo), no último dia 17 de julho. O acidente matou 199 pessoas.
O acidente levou a juíza Cecília Marcondes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, a acusar Denise de ter entregue a ela uma norma sem validade para garantir a liberação do funcionamento da pista principal de Congonhas, pouco antes do acidente.
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Especial


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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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