Casagrande lamenta racha na CPI do Apagão Aéreo do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente da CPI do Apagão Aéreo do Senado, Renato Casagrande (PSB-ES), lamentou nesta quarta-feira o racha entre a base aliada do governo e a oposição que marcou o final dos trabalhos da comissão. Casagrande disse que a CPI terminou de uma maneira "ruim", já que não houve debate sobre o relatório paralelo aprovado somente com a presença de senadores governistas.
"Infelizmente, em toda CPI se estabelece uma disputa entre a base e a oposição que acaba deixando o relatório perneta, manco. Foi um final ruim para a CPI, um comportamento negativo. O final melhor seria com o debate", disse Casagrande.
Sem a presença de senadores da oposição, a CPI aprovou nesta quarta-feira por seis votos a um o relatório paralelo dos governistas elaborado pelo senador João Pedro (PT-AM). A oposição se retirou do plenário em solidariedade ao texto do relator Demóstenes Torres (DEM-GO), que acabou derrotado pela maioria dos governistas.
Casagrande criticou a elaboração do texto paralelo no qual os governistas retiraram nove autoridades do setor aéreo da lista de 23 pedidos de indiciamento sugeridos pelo relator. "Retirar essas pessoas foi uma decisão equivocada do relator substituto [senador João Pedro (PT-AM)]."
Entre os excluídos da lista, o nome que mais provocou críticas foi o do ex-presidente da Infraero Carlos Wilson. Ele foi apontado por Demóstenes como "chefe da quadrilha" que atuava para realizar fraudes em licitações na estatal.
Demóstenes reagiu à postura da base aliada ao afirmar que a única parte interessante do relatório paralelo aprovado é o anexo --que reúne justamente o seu texto. "Se aproveita o anexo, que é o meu. Se vota a qualquer custo, de qualquer maneira, e sempre tem um lado vencedor que é de quem está no governo", disse o senador.
Relator do texto paralelo aprovado pela CPI, o senador João Pedro reagiu às acusações da oposição. Pedro argumentou que corrigiu uma "imprecisão" do relatório principal que acusou de forma injusta ex-servidores da Infraero. "Tentou se jogar nas costas do Carlos Wilson toda essa responsabilidade pela crise.Eu não digo que haja perseguição, mas a CPI corrigiu imprecisão ao tratar um gestor da Infraero", afirmou.
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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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