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Cotidiano
31/10/2007 - 19h48

Funcionários de Congonhas aderem à greve; Cumbica tem operação-padrão

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KARIN BLIKSTAD
Colaboração para a Folha Online

Os funcionários da Infraero (estatal que administra os aeroportos) de Congonhas, zona sul de São Paulo, decidiram em assembléia nesta tarde de quarta-feira que entrarão em greve na madrugada da próxima terça-feira (6), um dia após a volta do feriado prolongado de Finados, de acordo com Sindicato Nacional dos Aeroportuários. Em Cumbica, Guarulhos (Grande SP), os funcionários realizam uma operação-padrão.

Os trabalhadores irão aderir à greve que já havia sido anunciada hoje pelos funcionários de Cumbica. O diretor do sindicato Francisco Lemos, afirma que a categoria irá manter o percentual mínimo ativo de 30% dos funcionários, uma exigência da lei de greve.

A greve em Guarulhos já havia sido anunciada à Infraero e o sindicato diz que as greves serão mantidas por prazo indeterminado --só seria cancelada caso a direção da estatal atendesse as reivindicações da categoria.

Segundo o sindicalista, a Infraero descumpriu um acordo assinado em julho último, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos, no Rio, que previa reajuste de 6,5% nos salários para o começo deste mês. Ontem (30), a estatal comunicou ao sindicato que não daria o reajuste.

Em Guarulhos, cerca de 500 funcionários fazem uma operação-padrão. Eles decidiram parar de fazer horas extras, o que ocasionou grandes filas no setor de embarque. Segundo o sindicalista, as horas extras são comuns em Cumbica porque o terminal opera no limite de sua capacidade.

Outros aeroportos do país também terão assembléias, até o fim desta semana.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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