Publicidade

Cotidiano
31/10/2007 - 23h02

Presidente da Infraero alerta para problemas em vôos durante feriado

Publicidade

da Agência Brasil
da Folha Online

O presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos), Sérgio Gaudenzi, recomendou nesta quarta-feira que os passageiros optem por horários alternativos para viajar de avião nos próximos dias, devido aos feriados de Finados, nesta sexta-feira (2) e da Proclamação da República, no próximo dia 15. Ele admitiu que a empresa errou em não alertar os passageiros sobre a possibilidade de problemas durante o GP de F-1.

"Estamos lembrando aos passageiros que haverá um feriado [na sexta-feira, dia 2] e, portanto, mais gente viajando. Se eles puderem viajar amanhã e não voltar no domingo, procurem fazer isso, porque seguramente a sexta e o domingo serão os dias mais carregados", afirmou Gaudenzi.

Ele destacou que "a partir desta semana vamos ter um período de aeroportos e vôos cheios", em referência aos dois feriados, às férias escolares, às festas de fim de ano e ao Carnaval.

"Queremos divulgar isso para que a população possa escolher horários mais apropriados e, com isso, possamos ter aeroportos menos congestionados. Vamos fazer um esforço grande para que o desconforto seja o menor possível, mas é claro que com o aeroporto cheio, sempre há uma taxa de desconforto", disse.

Gaudenzi admitiu que a Infraero falhou ao não alertar a população para a possibilidade de ocorrerem atrasos e cancelamentos de vôos durante a realização do GP Brasil de F-1, em São Paulo, no último dia 20.

Indagado se as passagens já não estariam compradas com antecedência, devido à proximidade do feriado, afirmou que, a exemplo dele próprio, muita gente ainda não deveria ter comprado a passagem. Mas logo se contradisse: "Eu costumo comprar com antecedência grande, porque assim a gente consegue passagem a preço quase de ônibus".

Os chamados horários de pico, no entanto, variam nos diferentes aeroportos. É justamente nos horários de menor movimento que estão as passagens mais baratas --as que se esgotam antes. Gaudenzi confirmou que, para atender à procura, as empresas podem concentrar seus vôos.

"Vamos ter de convencê-las de que deve haver a desconcentração. Para nós, também é complicado ter uma série de embarques seguidos, por mais que tenhamos locais para isso", afirmou o presidente da estatal.

Malha aérea

Sobre a reorganização da malha aérea, Gaudenzi informou que as empresas deverão apresentar suas sugestões na próxima semana e que isso contribuirá para evitar novos atrasos e cancelamentos de vôos, com a possibilidade de melhor aproveitamento dos horários ociosos.

A Secretaria de Aviação Civil e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estudarão as propostas e tentarão adequá-las, para apresentar a malha definitiva em no máximo 15 dias.

"Não é possível olhar apenas um lado, as empresas visam o lucro, e isso é natural, mas como há uma concessão, é preciso que o Estado tente algo intermediário entre o que as companhias desejam e o ideal para trabalharmos", disse o presidente da estatal.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
avalie fechar
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
avalie fechar
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
17 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (340)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca