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Cotidiano
01/11/2007 - 09h46

Funcionários da Infraero em Cumbica mantêm operação-padrão

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da Folha Online

Os funcionários da Infraero no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande São Paulo), mantêm nesta quinta-feira a operação-padrão iniciada ontem (31). Eles dizem se recusar a fazer as horas extras que cumprem normalmente devido à ameaça da empresa de não pagar o bônus de Natal --20 vales-refeição no valor de aproximadamente R$ 22.

Na manhã desta quinta, Cumbica operava normalmente. Das 6h às 9h30, só cinco vôos atrasaram mais de uma hora e dois foram cancelados.

Esta é a segunda reivindicação do movimento. Inicialmente, o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos, afirmou que a operação-padrão e a greve marcada para o próximo dia 6 --um dia após o retorno do feriado prolongado de Finados-- pretendia pressionar a Infraero a cumprir um acordo que previa reajuste salarial de 6,5% no começo deste mês. Ontem, a empresa se comprometeu a cumprir o acordo, e a reivindicação mudou.

O sindicalista diz que Cumbica tem um déficit de cerca de 300 funcionários e, por isso, os funcionários existentes fazem horas extras. "Já que a empresa acha que não merecemos ganhar os tíquetes, então também não precisamos fazer as horas extras", afirmou.

Ontem, em assembléia, os funcionários da Infraero no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, decidiram aderir à paralisação marcada para o próximo dia 6. Em Congonhas não há operação-padrão porque as horas extras não fazem parte da rotina dos funcionários.

Nesta quinta-feira (1º), os funcionários de Viracopos, em Campinas (95 km a noroeste de SP), fazem assembléia.

Atrasos

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, disse ontem que os passageiros devem optar por horários alternativos para viajar de avião nos próximos dias, devido aos feriados de Finados e da Proclamação da República, no próximo dia 15.

"Estamos lembrando aos passageiros que haverá um feriado [na sexta-feira, dia 2] e, portanto, mais gente viajando. Se eles puderem viajar amanhã e não voltar no domingo, procurem fazer isso, porque seguramente a sexta e o domingo serão os dias mais carregados", afirmou Gaudenzi.

Ele destacou que "a partir desta semana vamos ter um período de aeroportos e vôos cheios", em referência aos dois feriados, às férias escolares, às festas de fim de ano e ao Carnaval.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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