Justiça prorroga intervenção em cooperativa acusada de fraudar leite
da Folha Online
A Justiça Federal de Uberaba (MG) decidiu na quarta-feira prorrogar a intervenção na Copervale, uma das duas cooperativas acusadas de adulterar o leite com soro, soda cáustica, água oxigenada entre outras substâncias químicas.
Desde a operação Ouro Branco, da Polícia Federal, da Procuradoria da República e do Ministério Público, o interventor Geraldo Cardoso Sobrinho --indicados pelos procuradores-- administra a cooperativa.
A intervenção, inicialmente, valia apenas pelo período no qual os diretores da empresa estivessem presos, mas a Justiça decidiu pela prorrogação até que todos os envolvidos sejam ouvidos pelos procuradores e promotores.
O prazo da prisão temporária dos quatro suspeitos de envolvimento na fraude que ainda estavam presos em Passos (MG) também terminou. Um fiscal do Ministério da Agricultura, o gerente comercial, o superintendente e o presidente da Casmil, outra cooperativa onde ocorria a fraude, estavam presos até ontem.
Adulteração
Casmil e Copervale, segundo as investigações da operação Ouro Branco. O soro era usado para aumentar o rendimento do leite e a soda cáustica e a água oxigenada serviam para disfarçar o mau estado de conservação do alimento.
O esquema teria sido criado pelo engenheiro químico Paulo Renato Barbosa. A PF investiga se ele havia vendido a mesma fórmula a outros laticínios da região.
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Especial


Há algo de seriedade em algum setor da política pública?
A impunidade é geral. Tem até juiz vendendo sentença judicial.
Sem moral, sem dignidade ou caráter.
Se o preço for bom vende-se qualquer coisa. Absolutamente qualquer coisa.
Adultera-se leite, uma fonte de alimentação básica para as crianças, com produtos químicos inadequados, ou venenosos para consumo humano, e a cooperativa sem se quer foi fechada, funcionando a todo vapor até hoje. E os culpados ainda estão soltos.
INACREDITÁVEL.
Qualquer pessoa que vive num dos países sérios do hemisfério norte acharia esta situação (e muitos outros) uma piada.
O Brasil pode até ser considerado país emergente economicamente, porém a mentalidade do setor público é típica de um país do TERCEIRO MUNDO.
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É claro que fatos como este são passíveis de acontecer sob qualquer governo. Cabe ao poder público, num caso desses, identificar os culpados e puni-los. O que se questiona é o seguinte: os critérios das licitações para a compra desses produtos estão corretos? As empresas e os empresários participantes foram devidamente investigados? Seria tão absurdo assim a existência de uma fazenda estatal, administrada pela Embrapa, para produção e fornecimento de leite para nossas crianças?
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Não é de se estranhar que empresários brasileiros, estavam adulterando o leite com produtos que pode se dizer literalmente: "venenos". Sim, literalmente envenenando, pouco a pouco, o povo brasileiro! Para mim, isto não é só um crime de "falsificação" de um alimento, mas bem como, crime de envenenamento. Até agora, pelo que consta ninguém foi preso. O que existe são, justificativas esfarrapadas, e fica a impressão de que muito dinheiro está "rolando". Ora, se o próprio químico é réu confesso e disse que: “sabendo que o leite está adulterado "envenenado", jamais beberei desse leite” Por que então, até agora a justiça não tomou nenhuma atitude para punir severamente o criminoso hediondo e todos os coniventes?
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