Publicidade

Cotidiano
02/11/2007 - 02h40

Ao menos 3 empresas cortam convênio com ONG do padre Júlio

Publicidade

da Folha Online

Pelo menos três empresas desistiram de firmar convênios para repassar recursos ao Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto --do qual o padre Júlio Lancelotti, 58, é conselheiro-- desde a divulgação do caso de extorsão contra ele. É o que informa reportagem da edição de hoje da Folha (só para assinantes).

Segundo a irmã Judith Elisa Lupo, 67, que preside o centro, os três apoiadores doavam cerca de R$ 16 mil ao mês. O nome das empresas não foi informado. A despesa anual do centro é de R$ 1,1 milhão. Ele reúne 58 entidades assistenciais, das quais duas --Casa Vida 1 e Casa Vida 2-- são dirigidas pelo padre Júlio e acolhem crianças abandonadas portadoras do vírus HIV.

"Teve gente que contribuía e deixou [de doar]. Algumas pessoas estão acreditando nessas calúnias", disse a irmã ontem, durante um ato público em apoio ao religioso realizado na frente da casa dele.

O padre procurou a polícia em agosto para denunciar o ex-interno da Febem (atual Fundação Casa) Anderson Marcos Batista, 25, por extorsão. Após ser preso, Batista alegou ter mantido um relacionamento homossexual com o padre em troca de dinheiro. O padre nega. Sua defesa diz que ele é vítima.

Lancelotti quebrou ontem o silêncio e citou um trecho bíblico ao falar a jornalistas. "O Senhor é meu pastor, nada me faltará", afirmou, em frente à sua casa, no Belém (zona leste de São Paulo), durante ato de apoio a ele.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca