Ministério da Agricultura fiscaliza fábricas de leite em Minas
da Folha Online
Fiscais do Ministério da Agricultura estiveram nesta sexta-feira em fábricas de leite ligadas às cooperativas Casmil e Copervale, de Minas Gerais. O leite longa vida produzido por essas cooperativas está sob suspeita de adulteração.
Entre as fábricas fiscalizadas estariam unidades da Copervale, da Calu --ligada à Casmil--, da Elegê e da Parmalat.
O suposto esquema de adulteração foi revelado há dez dias, quando a Polícia Federal realizou a operação Ouro Branco. Na operação, 27 pessoas foram presas suspeitas de misturar substâncias como água oxigenada e soda cáustica ao leite para disfarçar as más condições do produto. Todos já foram libertados.
Laudo do Laboratório Nacional Agropecuário de Minas anexado ao inquérito do leite da PF que apura o caso mostra que amostras das marcas Parmalat, Calu e Centenário recolhidas nos supermercados de Uberaba de 17 a 20 de agosto últimos, estavam impróprias para o consumo porque tinham o dobro do teor de alcalinidade permitido. O laudo serviu de base para a operação Ouro Branco.
A alcalinidade alta, diz o laudo, mostra que substâncias químicas foram colocadas no produto para mascarar a quantidade de água adicionada. O teste não concluiu quais substâncias causaram a alcalinidade.
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Especial

Há algo de seriedade em algum setor da política pública?
A impunidade é geral. Tem até juiz vendendo sentença judicial.
Sem moral, sem dignidade ou caráter.
Se o preço for bom vende-se qualquer coisa. Absolutamente qualquer coisa.
Adultera-se leite, uma fonte de alimentação básica para as crianças, com produtos químicos inadequados, ou venenosos para consumo humano, e a cooperativa sem se quer foi fechada, funcionando a todo vapor até hoje. E os culpados ainda estão soltos.
INACREDITÁVEL.
Qualquer pessoa que vive num dos países sérios do hemisfério norte acharia esta situação (e muitos outros) uma piada.
O Brasil pode até ser considerado país emergente economicamente, porém a mentalidade do setor público é típica de um país do TERCEIRO MUNDO.
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É claro que fatos como este são passíveis de acontecer sob qualquer governo. Cabe ao poder público, num caso desses, identificar os culpados e puni-los. O que se questiona é o seguinte: os critérios das licitações para a compra desses produtos estão corretos? As empresas e os empresários participantes foram devidamente investigados? Seria tão absurdo assim a existência de uma fazenda estatal, administrada pela Embrapa, para produção e fornecimento de leite para nossas crianças?
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Não é de se estranhar que empresários brasileiros, estavam adulterando o leite com produtos que pode se dizer literalmente: "venenos". Sim, literalmente envenenando, pouco a pouco, o povo brasileiro! Para mim, isto não é só um crime de "falsificação" de um alimento, mas bem como, crime de envenenamento. Até agora, pelo que consta ninguém foi preso. O que existe são, justificativas esfarrapadas, e fica a impressão de que muito dinheiro está "rolando". Ora, se o próprio químico é réu confesso e disse que: “sabendo que o leite está adulterado "envenenado", jamais beberei desse leite” Por que então, até agora a justiça não tomou nenhuma atitude para punir severamente o criminoso hediondo e todos os coniventes?
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