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Cotidiano
04/11/2007 - 22h26

Sobreviventes de acidente estão internadas; testemunha passa mal

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GABRIELA QUINTELA
Colaboração para a Folha Online

Uma menina de 11 anos e uma adolescente de 16 sobreviveram à queda de um avião ocorrida na tarde deste domingo na rua Bernardino de Sena, na zona norte de São Paulo. Elas estão internadas e têm quadro clínico estável.

Uma terceira pessoa foi socorrida --trata-se de uma idosa que passou mal ao testemunhar o acidente. De acordo com o Hospital São Camilo, a idosa tem 92 anos e sofreu um princípio de infarto ao testemunhar a queda do avião. Ela está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Segundo informações do Hospital Mandaqui, as duas sobreviventes são Laís Gonçalves da Silva Coutinho de Mello, 11, e Cláudia Lima Fernandes, 16. No momento do acidente, elas brincavam em um dos quartos da casa mais atingida pelo jato. Elas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.

Cláudia, que apresenta déficit de aprendizagem, teve 30% do corpo queimado, principalmente no rosto e nos membros superiores. Ela deve ser transferida na noite deste domingo para o Hospital do Servidor Público Estadual. Já Laís sofreu cortes na região da testa e dos lábios e hematomas na coxa esquerda, mas passa bem. Ela foi submetida a exames de raio-X e tomografia.

Familiares

"É um milagre de Deus", disse o avô de Laís, o vendedor Nelson Gonçalves da Silva, 61, ao saber do bom estado de saúde da menina. Ele conta que estava no portão de sua casa, na avenida Casa Verde, quando o acidente ocorreu. Silva diz ter ouvido várias explosões e sentido um "bafo de querosene" no rosto.

O avô diz que tinha pedido à menina que ficasse em casa para ajudar a cuidar do irmão mais novo, de 2 anos, "mas, quando virei as costas, ela escapou para brincar na casa da amiga".

No hospital, a avó de Laís, Aparecida dos Santos, disse que ficou tensa porque a menina demorou a ser resgatada. "A primeira a ser socorrida foi a Cláudia, e eu fiquei desesperada porque a minha neta não aparecia." Laís foi soterrada pelos escombros e, segundo a avó, foi encontrada graças aos gritos por socorro.

Laís é órfã de pai, tem dois irmãos e a mãe, que está no litoral paulista, ainda não foi informada do acidente. "Ela viajou e deixou o celular em casa", disse o avô.

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