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Cotidiano
05/11/2007 - 21h30

Informações das famílias ajudaram a identificar vítimas de acidente, diz IML

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

O diretor-técnico do IML (Instituto Médico Legal), Carlos Alberto de Souza Coelho, disse hoje que a rápida identificação das vítimas do acidente aéreo que matou oito pessoas em São Paulo foi possível devido às informações fornecidas pelas famílias e pela diferença de perfil entre as vítimas.

Mais cedo, Coelho havia afirmado que o reconhecimento de quatro dos corpos poderia durar até o final da semana. O processo foi encerrado horas mais tarde.

De acordo com o diretor, as informações prestadas por familiares foram "determinantes" para identificar Lina Oliveira Fernandes, 74, o filho dela, Aires Fernandes, 53, e Luan Victor de Lima Só, de dez meses, neto de Aires. "Características como roupas, o confronto de sexo e o estudo radiológico (de raios-X) auxiliaram na identificação", afirmou.

As outras cinco vítimas (Lucas de Souza Júnior, Alberto Soares Junior, Paulo Roberto Montezuma Firmino, Rosa Lacerda de Lima Fernandes e Ana Maria de Lima Fernandes) haviam sido identificadas por meio de impressões digitais.

Coelho disse que, depois das identificações que ocorreram por meio das digitais, o cruzamento de informações e os exames descartaram a necessidade de exame de DNA. "Restavam apenas três pessoas e tínhamos diferenciações muito grandes entre elas, por se tratar de uma mulher idosa, de um homem de 53 anos e um bebê", disse.

Acidente

O avião Learjet prefixo PT-OVC havia decolado do Campo de Marte (zona norte) às 14h05 de domingo com dois tripulantes a bordo e com destino ao Rio de Janeiro.

Minutos depois, o jato caiu de bico sobre as casas dos números 118 e 104 da rua Bernardino de Sena. Os dois imóveis ficaram destruídos. O avião também causou danos em duas casas vizinhas, as dos números 120 e 126. O local está interditado, e os moradores que saíram ilesos foram levados pela Defesa Civil Municipal a um hotel da região.

Foi o quinto acidente aéreo ocorrido no Estado em cinco dias. Na tarde da última quinta (1º), três helicópteros caíram em diferentes pontos de São Paulo --Carapicuíba e Mogi das Cruzes, na região metropolitana; e em Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo)-- deixando, no total, três pessoas mortas e sete feridas. Na quarta, um avião Tucano da FAB (Força Aérea Brasileira) caiu em Pirassununga (213 km a norte de São Paulo). Ninguém ficou ferido.

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