Publicidade

Cotidiano
06/11/2007 - 19h11

Sindicato defende intervenção do governo na BRA para proteger passageiros

Publicidade

FABIANA FUTEMA
Editora de Brasil da Folha Online

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, defendeu hoje que o governo intervenha na BRA para proteger os passageiros da companhia. A empresa anunciou hoje que pediu para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a suspensão temporária de todos os seus vôos --nacionais e internacionais-- a partir de amanhã.

Além disso, cerca de 1.100 funcionários da BRA entraram em aviso prévio de 30 dias a partir de hoje. A assessoria da BRA informou que esse número de 1.100 corresponde a praticamente todos os funcionários da empresa.

"Essa situação é muito preocupante. O governo possui mecanismos para acabar ou reduzir a preocupação dos passageiros que são atendidos pela BRA", disse Baggio por telefone para a Folha Online.

Segundo ela, o sindicato ainda não foi comunicado oficialmente sobre a decisão da empresa de suspender as operações nem de afastar 1.100 funcionários. Mesmo assim, Baggio disse não se surpreender com essas medidas. "Dá para esperar qualquer coisa de uma empresa que suspendeu há 15 dias suas operações [vôos internacionais]. A empresa estava em dificuldade e a cada dia implementava uma mudança."

Um dos problemas da BRA é a falta de interlocução com o público. Humberto Folegatti, fundador da empresa, deixou a presidência da companhia há menos de uma semana. "Não sabemos quem está respondendo pela empresa. A gente desconhece quem está no comando", disse Baggio.

Fontes do setor disseram que Folegatti deixou a companhia por pressão da Brazil Air Partners, que comprou parte da BRA no ano passado.

Baggio informou que ainda tem esperança que a empresa volte a voar. "O pedido de suspensão de operações é temporário. Se for mesmo, significa que a empresa pode estar com um problema momentâneo de caixa, mas tem a disposição de voltar a voar."

Popularização do transporte aéreo

Baggio afirmou que a continuidade das operações da BRA é necessária para o plano de popularização do transporte aéreo. "A empresa atende uma parcela da população mais popular. Uma parcela que não é atendida por outras companhias."

Números da Anac mostram que a BRA detinha, em setembro, 4,6% do mercado doméstico de aviação.

Segundo Baggio, essa fatia de 4,6% precisa de garantia para as passagens que já foram compradas. "Muita gente já havia planejado seu final de ano. Uma empresa deixar de voar assim, perto das festas de final de ano, é muito grave. Isso só piora o caos aéreo."

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca