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Cotidiano
06/11/2007 - 20h05

BRA pode perder concessão em seis meses, diz Anac

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou no início da noite desta terça-feira que a BRA está sujeita a perder a concessão das rotas que mantém caso não retome os serviços em no máximo 180 dias.

A empresa informou que até as 19h50 não havia sido comunicada oficialmente da decisão da empresa, de suspensão temporária de todos os seus vôos --nacionais e internacionais-- a partir de amanhã.

A Anac informou que somente após receber oficialmente o documento da BRA é que poderá acompanhar um plano de contingência. A contingência inclui reserva de aeronaves e também um plano de ação em caso de problemas provocados pela ausência das rotas que deixam de ser operadas pela BRA.

Nele, cada companhia apresenta propostas de contingência de acordo com os seus vôos, aeronaves e quantidade de passageiros, que serão aprovadas pela agência para acomodar os passageiros que já compraram bilhetes da BRA.

A BRA informou hoje que 1.100 funcionários da companhia aérea entraram em aviso prévio de 30 dias a partir de hoje. A empresa evitou usar o termo "demissão". A assessoria da BRA informou que esse número de 1.100 corresponde a todos os funcionários da companhia.

O cancelamento dos vôos gerou uma série de desinformações. Em Cumbica, passageiros da BRA reclamam de falta de perspectiva de reembolso do valor da passagem.

Direitos

A orientação básica dos órgãos de defesa do consumidor para os passageiros prejudicados por suspensão dos vôos é buscar as companhias aéreas. Pela lei federal, o consumidor tem direito a ser ressarcido pela empresa ou receber um endosso da empresa para embarcar por uma outra companhia área.

Caso o consumidor não seja atendido, o Procon orienta que os consumidores lesados procurem os escritórios regionais do órgão de defesa de consumidor para encaminhar uma solução administrativa para o caso.

O consumidor precisa guardar os bilhetes, inclusive aqueles comprados pela internet, para reivindicar seus direitos.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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