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Cotidiano
06/11/2007 - 20h17

Loja da BRA no Salgado Filho reúne cerca de 40 clientes, diz advogada

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GABRIELA MANZINI
da Folha Online

Cerca de 40 pessoas se reuniam no começo da noite desta terça-feira na loja da BRA no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), para obter informações sobre as reservas desmarcadas, conta a advogada Angela Brambilla, 30. Ela tem uma passagem de ida para São Paulo marcada para sábado (10) e uma de volta marcada para o próximo dia 25.

Hoje, a BRA anunciou que pediu à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a suspensão de todos os seus vôos, a partir de amanhã (7).

Segundo ela, a única coisa que as atendentes fazem é fornecer o telefone de contato aberto pela empresa. "Só que esse telefone é impossível de ligar. Eu estou tentando ligar há mais de duas horas e na metade da ligação, dá sinal de ocupado. E é o único número de telefone." Ela conta que as atendentes não garantem nem que abrirão a loja amanhã.

Brambilla conta que pagou quase R$ 500 pela passagem, em dinheiro. "Tudo que eu queria era estar aí para conhecer [São Paulo], para ver a minha irmã. Eu me programei, eu quero ir. Claro que eu falo isso com pesar. Ninguém queria que a companhia falisse. Mas eu paguei a minha passagem, cumpri minha parte do contrato."

Mesmo faltando apenas três dias para sua viagem, a advogada diz que pretende retornar à loja da BRA para conseguir ser realocada em um vôo de outra companhia. "Se eu comprar agora uma passagem pra sábado, o valor que eu vou pagar vai ser muito superior a esse, que eu comprei com antecedência justamente para pegar um preço baixo."

Diante da ineficiência da BRA, Brambilla procurou o posto da Anac no Salgado Filho para registrar o "desatendimento" recebido. Ela relata que pretende usar o registro como prova, caso precise recorrer à Justiça.

No aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), os clientes da BRA também se queixam dos problemas gerados pela empresa.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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