Cozinheiro pode perder emprego porque comprou passagem "mais barata" da BRA
RENATO SANTIAGO
da Folha Online
O cozinheiro Gean Fábio Belmiro, 32, corre o risco de ser demitido porque comprou suas passagens na BRA e está desde a quinta-feira passada (1º) aguardando para embarcar. Ele trabalha em um restaurante em Milão, na Itália, e foi repreendido pelo chefe por "ter comprado passagens de uma companhia que não conhecia".
"Comprei [na BRA] porque era mais barato. Agora liguei para o meu chefe e pedi mais dinheiro. Ele me disse: "Não mando, porque avisei para você ir em uma companhia boa, que você conhecia'", disse Belmiro sobre sua conversa com o patrão.
Ele mora em Milão há seis anos e veio ao Brasil para passar férias com a família em Santa Catarina. Deveria ter embarcado na quinta. Seu vôo sofreu vários adiamentos até hoje, quando foi remarcado para às 12h, com embarque no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP). Mais uma vez, o vôo foi adiado, agora, sem previsão para nova remarcação.
"Agora não tenho como comprar outra passagem. Meu dinheiro está todo na Itália. Meu chefe está para me demitir", disse Belmiro.
Na vinda para o Brasil, o vôo também teve problemas. Segundo o cozinheiro, a partida atrasou cerca de 12 horas e o avião fez uma escala não programada em Lisboa.
"Com o dinheiro que estão gastando comigo no hotel, já poderiam ter comprado outra passagem", afirmou.
Desde às 12h Belmiro está no aeroporto em busca de informações e de resolução para seu problema. Segundo ele, um funcionário da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) teria dito que a agência tenta transferir os vôos para outras companhias.
Hoje, a BRA anunciou que pediu a suspensão de seus vôos --nacionais e internacionais-- à Anac. A empresa demitiu seus 1.100 funcionários e orientou que os passageiros não devem se dirigir aos aeroportos ou às lojas, mas entrar em contato com a companhia pelo telefone 0/xx/11 3583-0122 para obter detalhes sobre a reacomodação em outras companhias aéreas ou sobre o reembolso da passagem. Na nota, a BRA ainda orienta os clientes a buscar informações no site www.voebra.com.br.
No entanto, na página da empresa há apenas o comunicado sobre a suspensão das operações, com o número do telefone e o e-mail: atendimento@braereo.com.br.
Quem tenta obter as informações pelo telefone não consegue, já que a linha está congestionada desde o anúncio da suspensão dos vôos.
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Especial


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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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