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Cotidiano
07/11/2007 - 12h50

TAM, Gol, Varig e Oceanair aceitam passageiros da BRA

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da Folha Online

Texto atualizado às 13h42

Os balcões de check-in das companhias TAM, Gol, Varig e Oceanair confirmaram nesta quarta-feira que reacomodam passageiros da BRA conforme a disponibilidade de assentos de seus vôos. Outra empresa que endossa bilhetes da BRA é a Webjet, mas só para passageiros que estejam retornando à cidade de origem.

Ontem (6), a BRA anunciou que pediu à Anac a suspensão de todos os seus vôos nacionais --os internacionais estavam suspensos desde setembro passado--, e que colocou seus 1.100 funcionários em aviso prévio. Todas as reservas feitas pela BRA estão suspensas, inclusive de pacotes turísticos, e há passageiros que não sabem como retornarão à cidade de origem.

Em nota, a BRA pediu que os passageiros não se dirijam aos aeroportos ou às lojas, mas sim busquem informações pelo telefone (0/xx/11) 3583-0122 ou pelo site www.voebra.com.br. O problema é que o telefone está sempre ocupado --desde ontem, a reportagem não conseguiu falar com os atendentes nenhuma vez--, e o site está fora do ar.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a BRA indicou mais uma linha de contato com os clientes --o e-mail: atendimento@voebra.com.br-- e recomendou que eles insistam em ligar para o número divulgado, pois trata-se de um tronco com linhas seqüenciais.

Se não retomar as operações em 180 dias, a BRA pode perder a concessão das rotas, de acordo com a Anac.

Procon

Os órgãos de defesa do consumidor, entre eles o Procon-SP, orientam os passageiros da BRA a buscar as companhias aéreas pois, pela lei federal, eles têm direito a ressarcimento pela empresa ou a receber um endosso para embarcar por uma outra companhia área.

Os consumidores que não forem atendidos devem procurar os escritórios regionais do órgão de defesa de consumidor para encaminhar uma solução administrativa para o caso.

Férias

O Ministério da Defesa anunciou que vai intensificar as medidas preventivas para evitar problemas nos aeroportos em todo país entre 1º de dezembro e 15 de março próximos --época das férias escolares.

Na reunião, foi identificado um excesso de cancelamentos de vôos sem justificativa técnica, muitas vezes para o remanejamento de passageiros para outros vôos, com o objetivo de aumentar a taxa de ocupação. Uma das propostas examinadas pela Defesa e os demais órgãos é estabelecer um indicador de desempenho relativo à atuação das companhias.

Como meio de garantir o cumprimento de horários, a Defesa analisa a hipótese de elevar o valor das tarifas aeroportuárias para as empresas aéreas com atrasos e cancelamentos.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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