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Cotidiano
07/11/2007 - 23h13

"Caiu como uma bomba", diz jornalista que está na Europa com bilhete da BRA

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CAROLINA FARIAS
da Folha Online

Quando a jornalista Glau Gasparetto, 31, conseguiu embarcar com seu marido pela BRA para a Europa no dia 18 de outubro, após esperar por quase 72 horas, pensou que o pior havia passado. Após 20 dias de passeios por Portugal, Inglaterra e Espanha veio a surpresa da suspensão das operações da companhia.

"Ficamos sabendo há cerca de três horas atrás. Fui num cyber [café], entrei no MSN e as mensagens "pipocaram' perguntando como íamos voltar. Eu nem sabia o que estava acontecendo, caiu como uma bomba", disse a jornalista, por volta das 1h local [22h horário de Brasília].

Para embarcar para Lisboa, Glau saiu de São Paulo no dia 15, uma segunda-feira, com destino a Recife, de onde a BRA informou que a aeronave partiria. No entanto, o avião registrou problemas em Natal (RN), antes de embarcar para Recife, e com isso os passageiros esperaram em um hotel até a quinta-feira daquela semana.

"Quando a gente conseguiu embarcar, já estávamos felizes naquele momento. A gente não imaginava que a volta seria pior que a ida."

Agora, a jornalista não sabe em que circunstâncias deve voltar ao Brasil. "Meus familiares tentam ligar no número que a BRA, mas só cai em uma gravação. Eu enviei um e-mail, mas até agora nada. Mas como ficamos sabendo tarde a expectativa é de que amanhã [8] a gente consiga falar com alguém", afirmou.

Glau e o marido tinham passagens marcadas para voltar ao Brasil na próxima segunda-feira (12), com partida de Madri para São Paulo. O maior medo do casal é ter de arcar com despesas de duas passagens e hotéis.

"É uma dívida que vamos ter de assumir, sem previsão para receber. Não são todas as companhias que saem de Madri. Vamos ter de nos deslocar até lá? Nossa preocupação maior é ter que arcar com duas passagens. Quando se compra na hora os preços são bem altos. Até pesquisamos. Fica quase o preço que pagamos de ida e volta pela BRA. Um orçamento que não estava previsto", disse Glau.

O preço das passagens pela BRA foi o que atraiu o casal a viajar pela companhia. No entanto, problemas também já tinham sido parte de outras viagens, ao menos para o marido da jornalista, que já conhecia a empresa.

"Na época [da viagem] aproveitamos o preço, achamos interessante, compensava. Meu marido já tinha viajado. Ele já teve "dor de cabeça' em outros vôos, mas nada que se compare a esse."

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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