"Caiu como uma bomba", diz jornalista que está na Europa com bilhete da BRA
CAROLINA FARIAS
da Folha Online
Quando a jornalista Glau Gasparetto, 31, conseguiu embarcar com seu marido pela BRA para a Europa no dia 18 de outubro, após esperar por quase 72 horas, pensou que o pior havia passado. Após 20 dias de passeios por Portugal, Inglaterra e Espanha veio a surpresa da suspensão das operações da companhia.
"Ficamos sabendo há cerca de três horas atrás. Fui num cyber [café], entrei no MSN e as mensagens "pipocaram' perguntando como íamos voltar. Eu nem sabia o que estava acontecendo, caiu como uma bomba", disse a jornalista, por volta das 1h local [22h horário de Brasília].
Para embarcar para Lisboa, Glau saiu de São Paulo no dia 15, uma segunda-feira, com destino a Recife, de onde a BRA informou que a aeronave partiria. No entanto, o avião registrou problemas em Natal (RN), antes de embarcar para Recife, e com isso os passageiros esperaram em um hotel até a quinta-feira daquela semana.
"Quando a gente conseguiu embarcar, já estávamos felizes naquele momento. A gente não imaginava que a volta seria pior que a ida."
Agora, a jornalista não sabe em que circunstâncias deve voltar ao Brasil. "Meus familiares tentam ligar no número que a BRA, mas só cai em uma gravação. Eu enviei um e-mail, mas até agora nada. Mas como ficamos sabendo tarde a expectativa é de que amanhã [8] a gente consiga falar com alguém", afirmou.
Glau e o marido tinham passagens marcadas para voltar ao Brasil na próxima segunda-feira (12), com partida de Madri para São Paulo. O maior medo do casal é ter de arcar com despesas de duas passagens e hotéis.
"É uma dívida que vamos ter de assumir, sem previsão para receber. Não são todas as companhias que saem de Madri. Vamos ter de nos deslocar até lá? Nossa preocupação maior é ter que arcar com duas passagens. Quando se compra na hora os preços são bem altos. Até pesquisamos. Fica quase o preço que pagamos de ida e volta pela BRA. Um orçamento que não estava previsto", disse Glau.
O preço das passagens pela BRA foi o que atraiu o casal a viajar pela companhia. No entanto, problemas também já tinham sido parte de outras viagens, ao menos para o marido da jornalista, que já conhecia a empresa.
"Na época [da viagem] aproveitamos o preço, achamos interessante, compensava. Meu marido já tinha viajado. Ele já teve "dor de cabeça' em outros vôos, mas nada que se compare a esse."
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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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