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Cotidiano
08/11/2007 - 08h31

Tia da jovem que perdeu seis familiares em acidente obtém guarda provisória

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LUISA ALCANTARA E SILVA
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
da Folha de S.Paulo

A guarda de Cláudia de Lima Fernandes, 16, sobrevivente do acidente com o Learjet, no último domingo, em São Paulo, deve ficar provisoriamente com a tia Valdislene Gabriel de Matos, 38, irmã de Rosa Lacerda de Lima Fernandes, uma das oito vítimas e mãe da jovem.

A informação foi confirmada por Valdislene e seus advogados, Altamirando Braga e Clodoaldo Vieira de Melo. Segundo dizem, a tia, por ter emprego e casa própria, teria melhores condições de assumir a guarda.

A tutela da adolescente também poderia ficar com outro tio, João Fernandes, irmão de Aires Fernandes, pai de Cláudia, também morto no acidente. Ele teria aberto mão do direito por não ter para onde ir e estar desempregado. João morava na casa atingida pelo jato e está hospedado em um hotel.

A menina, que apresenta deficiência de aprendizagem e foi resgatada dos escombros da casa por vizinhos, teve queimaduras em 30% do corpo. Ela continua internada na UTI do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, sem previsão de alta. Ela respira sem ajuda de aparelhos.

Valdislene disse que foi visitar a sobrinha no hospital e que ela está falando. "Ela sabe que caiu um guarda-roupa e que veio um grande barulho, mas ainda não sabe da morte dos pais", contou a tia.

Ontem, parentes das vítimas e as outras três famílias que estão desabrigadas reuniram-se com o secretário estadual de Justiça, Luiz Antônio Marrey, e com representantes da Defensoria Pública de São Paulo.

Segundo Cristina Guelfi Gonçalves, defensora pública-geral do Estado, o órgão entrará em contato com a seguradora da Reali Táxi Aéreo e deve convocar os familiares para outro encontro na próxima semana.

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