Falta de segurança em aeroporto de Caxias do Sul (RS) restringe vôos
SIMONE IGLESIAS
da Agência Folha, em Porto Alegre
A falta de um caminhão de combate a incêndio no aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul (150 km de Porto Alegre), fez com que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) rebaixasse o seu nível de segurança, na quarta-feira.
Com isso, a Gol e a TAM, as duas companhias aéreas que operam no aeroporto, suspenderam provisoriamente os vôos para a cidade.
Na quarta-feira (7) à noite, duas aeronaves da Gol foram desviadas de Caxias do Sul para Porto Alegre. O procedimento se repetiu ontem pela Gol e pela TAM, que também transferiu os pousos e decolagens de Caxias do Sul para Porto Alegre.
Desde dezembro de 2002, um caminhão de combate a incêndio está em uma oficina, numa cidade vizinha a Caxias do Sul, para ser consertado. Ele tombou na pista por problemas mecânicos.
Naquela época, segundo o diretor regional da Anac, Roberto de Carvalho Neto, o aeroporto já havia sido notificado. "Parecia um problema provisório, pois o caminhão estava numa oficina. Mas na semana passada fizemos uma vistoria e detectamos que ainda não havia sido solucionado. Então, rebaixamos o nível", disse.
Neto afirmou que, no momento em que há rebaixamento de categoria (no caso de Caxias do Sul ocorreu rebaixamento do nível 5 para 3), é emitida uma notam (notice to airmen, em inglês, ou aviso aos navegantes, em português) aos pilotos e às companhias, que decidem se mantêm pousos e decolagens.
O Departamento Aeroportuário do Estado, responsável pelo aeroporto de Caxias do Sul, disse que resolverá o conserto do caminhão "o mais rápido possível" para que o local volte a operar normalmente.
O diretor do departamento, Sérgio Sparta, afirmou que a demora no conserto ocorreu porque as peças são importadas e também porque foi aberta uma sindicância para apurar os motivos do acidente.
Pelo aeroporto passam cerca de 360 passageiros por dia, com três chegadas e três partidas para São Paulo.
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Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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