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Cotidiano
08/11/2007 - 23h17

Falta de segurança em aeroporto de Caxias do Sul (RS) restringe vôos

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SIMONE IGLESIAS
da Agência Folha, em Porto Alegre

A falta de um caminhão de combate a incêndio no aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul (150 km de Porto Alegre), fez com que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) rebaixasse o seu nível de segurança, na quarta-feira.

Com isso, a Gol e a TAM, as duas companhias aéreas que operam no aeroporto, suspenderam provisoriamente os vôos para a cidade.

Na quarta-feira (7) à noite, duas aeronaves da Gol foram desviadas de Caxias do Sul para Porto Alegre. O procedimento se repetiu ontem pela Gol e pela TAM, que também transferiu os pousos e decolagens de Caxias do Sul para Porto Alegre.

Desde dezembro de 2002, um caminhão de combate a incêndio está em uma oficina, numa cidade vizinha a Caxias do Sul, para ser consertado. Ele tombou na pista por problemas mecânicos.

Naquela época, segundo o diretor regional da Anac, Roberto de Carvalho Neto, o aeroporto já havia sido notificado. "Parecia um problema provisório, pois o caminhão estava numa oficina. Mas na semana passada fizemos uma vistoria e detectamos que ainda não havia sido solucionado. Então, rebaixamos o nível", disse.

Neto afirmou que, no momento em que há rebaixamento de categoria (no caso de Caxias do Sul ocorreu rebaixamento do nível 5 para 3), é emitida uma notam (notice to airmen, em inglês, ou aviso aos navegantes, em português) aos pilotos e às companhias, que decidem se mantêm pousos e decolagens.

O Departamento Aeroportuário do Estado, responsável pelo aeroporto de Caxias do Sul, disse que resolverá o conserto do caminhão "o mais rápido possível" para que o local volte a operar normalmente.

O diretor do departamento, Sérgio Sparta, afirmou que a demora no conserto ocorreu porque as peças são importadas e também porque foi aberta uma sindicância para apurar os motivos do acidente.

Pelo aeroporto passam cerca de 360 passageiros por dia, com três chegadas e três partidas para São Paulo.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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