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Cotidiano
09/11/2007 - 10h49

BRA só assegura endosso de parte das 70 mil passagens emitidas

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da Folha Online

Em crise, a BRA informou nesta sexta-feira que apenas clientes com viagens nacionais marcadas para antes do dia 10 de janeiro de 2008 terão seus bilhetes endossados e poderão viajar por outras companhias. Os demais deverão pedir reembolso. Quando informou o cancelamento de todos os seus vôos, na terça-feira passada (6), a BRA já tinha vendido 70 mil passagens até o dia 30 de março de 2008.

Ontem (8), a BRA informou que irá pagar os reembolsos solicitados em 30 dias. O problema é que o pagamento --que somará R$ 22 milhões-- está condicionado à realização de um novo investimento na empresa. Todos os 1.100 funcionários da BRA estão em aviso prévio.

Os passageiros que têm bilhetes endossados pela BRA devem pedir vagas às companhias TAM, Gol, Varig ou OceanAir. Todas confirmaram que irão reacomodar os clientes da BRA o mais rápido possível. Outra empresa que endossa bilhetes da BRA é a Webjet, mas só para passageiros que estejam retornando à cidade de origem.

Quanto aos bilhetes internacionais referentes a viagens não-iniciadas, nenhum receberá endosso. Os portadores devem pedir reembolso à BRA. Os vôos internacionais da empresa estão cancelados desde setembro passado, por ordem da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), depois de os Boeings 767 usados nas rotas ao exterior terem apresentado problemas.

Os passageiros que estão em viagem --em destinos nacionais ou internacionais-- devem "procurar as lojas da BRA ou atendimento da companhia nos aeroportos".

Não há dados sobre como os clientes devem proceder em relação a pagamentos futuros.

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Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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