Capitão Nascimento é fanfarrão, diz comandante do Bope
da Folha Online
O tenente-coronel Pinheiro Neto, 43, comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio), afirmou em entrevista que vê aspectos positivos no filme "Tropa de Elite" e reconhece que é uma propaganda para a unidade. Só não perdoa o capitão Nascimento, protagonista do filme. "É um descompensado, um fanfarrão", disse em entrevista a Raphael Gomide e publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Pinheiro Neto classificou o filme como uma "caricatura" do curso e dos batalhões convencionais. "Foi importante por discutir a relação hipócrita entre consumo de droga e financiamento da violência e mostrar que bandido é bandido. Mostra o lado ruim da PM, cruel e corrupto --que existe-- mas também o bom. A PM é a corporação que mais expurga os maus funcionários. Foi uma propaganda para o Bope? Posso dizer que sim."
Para ele, o Bope é "extremamente" eficiente. Ao ser questionado se o batalhão mata mais do que deveria, o comandante afirmou que os policiais usam "a força letal prevista em código, quando o oponente não se rende ou põe nossa vida ou a de terceiro em risco".
O comandante compara a unidade de intervenções táticas com a Swat, mas admite que faltam equipamentos modernos, como pequenas câmeras de infiltração e sensores de calor.
Ainda segundo ele, apesar de "uma série de coisas a serem melhoradas", o carro blindado da PM --conhecido como caveirão-- já evitou a morte de muitos policiais militares. "Não dá para abrir mão."
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