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Cotidiano
12/11/2007 - 18h57

Justiça mantém presos acusados de extorquir padre Julio Lancelotti

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da Folha Online

O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo negou liberdade aos quatro acusados de extorquir o padre Julio Lancelotti. O ex-interno da Febem Anderson Batista, 25; sua mulher, Conceição Eletério, 44, e Evandro Guimarães tiveram a prisão preventiva mantida. Everson Guimarães --que havia sido preso em flagrante por ter recebido dinheiro fruto da extorsão-- também continua na cadeia.

O caso começou a ser investigado em agosto, quando o padre procurou a polícia para denunciar a extorsão. Inicialmente ele disse ter entregue R$ 80 mil ao acusado em três anos. Depois, a defesa do religioso admitiu que o valor pode chegar a R$ 150 mil. Para o advogado do ex-interno, Nelson Bernardo da Costa, a quantia é bem maior --entre R$ 600 mil e R$ 700 mil, em oito anos.

Nesta segunda-feira, o padre prestou depoimento ao juiz Julio Caio Farto Sales. Segundo seu advogado, Luiz Eduardo Greenhalgh, Lancelotti contou como ocorreu o processo de extorsão desde o início e as retaliações que teria sofrido. "Ele contou como foi a extorsão e como foram os assaltos à casa dele", disse. O processo corre em segredo de Justiça e a imprensa não pôde acompanhar a audiência.

Segundo o advogado, o padre afirmou que sua casa foi assaltada três vezes (entre junho e novembro), e que em uma delas chegou a ser arrastado pelos criminosos. Ao juiz, Lancelotti disse acreditar que todos os assaltos foram realizados a mando dos acusados.

Além do padre também foram ouvidos hoje os dois policiais civis que prenderam Everson em 6 de setembro. "Eles demonstraram a agonia do padre Júlio nessa investigação", completa Greenhalgh.

O advogado do ex-interno questionou a posição do padre durante o depoimento. "O advogado [Greenhalgh] não está falando a verdade. Nos autos foi declarado que uma coisa não tem nada a ver uma coisa com a outra", disse.

Na versão de Costa, o dinheiro foi dado pelo padre de "bom grado". "Ele [Lancelotti] disse que sofria constrangimentos, mas não demonstrou nenhum. Fica a pergunta: porque ele haveria de ceder com tanto dinheiro?"

O advogado de Batista também interpretou de outra maneira o depoimento dos policiais: "Eles disseram que nas gravações [das conversas entre Lancelotti e os acusados] que não há nada que pode intimidar uma pessoa.", completa.

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Comentários dos leitores
joão de deus ribeiro silva (7) 11/06/2008 16h58
joão de deus ribeiro silva (7) 11/06/2008 16h58
Eu sempre desconfiei dessa, grande proteção que esse Padre dava aos Menores infrotores, ha não agora tem um nome mais pomposo. MENOR EM DESACORDO OU EM CONFLITO COM A LEI. bonito né? mas continuam sendo bandidos do mesmo jeito.
Quro saber onde vão enfiar a cara, quem foi chorar e rezar misas em apoio a ele, ou os grandes artigos que foram escritos, em jornais e revistas,dizendo que era um santo, né Sr. Gilberto Dimenstain. Ai eu digo: ME DIZ COM QUEM ANDAS, QUE DIREI QUEM TU ÉS.
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Daniel Mata (25) 10/06/2008 11h11
Daniel Mata (25) 10/06/2008 11h11
Basta fazer a conta: 1 + 1 = 2. Ao bom entendedor... 1 opinião
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gentil araujo (2) 10/06/2008 09h46
gentil araujo (2) 10/06/2008 09h46
A Justiça simplesmente não teve provas suficientes para acusar. Mas todos nós sabemos que o Padre foi estorquido. 6 opiniões
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