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Cotidiano
12/11/2007 - 18h58

Polícia recupera R$ 443 mil de dinheiro furtado do BC de Fortaleza

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da Folha Online

Uma operação conjunta da Delegacia da Polícia Federal em Mossoró, Rio Grande do Norte, e da Divisão de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (DPAT), de Brasília, recuperou R$ 443 mil, que fariam parte dos R$ 164,8 milhões do furto no Banco Central de Forteleza, entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005.

Outras quatro pessoas foram presas por suspeita de lavagem do dinheiro furtado do banco. O dinheiro estava enterrado dentro de caixas de isopor.

Um dos acusados de participar do furto, José Marleudo de Almeida, foi preso na operação. Ele estava em Mossoró e usava uma identidade falsa --em nome de Luiz Pedro de Sá-- quando foi localizado.

Na casa de Almeida estavam R$ 8.000, R$ 415 mil foi encontrado na casa dos pais do acusado, em São Miguel (RN), e R$ 20 mil que pertencem a Francisco Gledson de Freitas, preso juntamente com Almeida por suspeita de lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos mandados de buscas em Mossoró e São Miguel. Durante as buscas, foram apreendidas também duas armas --uma pistola e uma espingarda-- na casa onde Almeida estava.

Os outros presos suspeitos de lavagem do dinheiro furtado do BC são Jailson Leonço de Carvalho, 25, Francisco Gledson de Freitas, 24, Antonio Marcos de Freitas, 21, e João Lindomar de Almeida, 19.

Ação

O furto à sede do BC em Fortaleza ocorreu entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005. Foram levados, ao todo, R$ 164,8 milhões em cédulas de R$ 50 que somavam aproximadamente 3,5 toneladas.

Os ladrões surpreenderam a polícia por sua engenhosidade. Eles invadiram a caixa-forte do banco por meio de um túnel cavado a partir de uma casa da região. O imóvel foi reformado e as escavações ocorriam sob a fachada de uma empresa de gramas sintéticas, o que justificava a saída de terra.

O túnel usado tinha cerca de 80 metros de extensão e era revestido de madeira e lona plástica. Ele contava ainda com sistemas de iluminação elétrica e ventilação. Quando atingiram a caixa-forte, os ladrões ainda perfuraram o piso de 1,1 metro de espessura.

Além de Marleudo, outros acusados de participação no furto também já foram presos.

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