Prefeitura de Porto Alegre distribuía anticoncepcional proibido
da Folha Online
A proibição da venda do anticoncepcional injetável Contracep, do laboratório EMS Sigma Pharma, afetará 3.000 mulheres de comunidades carentes de Porto Alegre. Há dois anos, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, vem distribuindo e aplicando o medicamento.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) havia proibido na semana passada o uso do Contracep em São Paulo e no Rio de Janeiro e, hoje, estendeu a medida a todos os demais Estados.
Segundo análises realizadas, o medicamento não impede a gravidez. O coordenador de Assistência Farmacêutica de Porto Alegre, Juliano Rocha, disse que a prefeitura comprou no mês passado 3.000 lotes do remédio, por R$ 20 mil. Desde hoje, as aplicações foram suspensas.
"Vamos analisar nos próximos dias se compraremos outro tipo de medicamente de forma emergencial para manter o atendimento que vem sendo feito nas regiões mais carentes da cidade", disse Rocha.
Novas amostras do Contracep foram encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, que identificou problemas no medicamento na semana passada. O resultado deverá sair em 30 dias, período em que a Anvisa resolveu determinar suspensão do uso, comercialização e distribuição do anticoncepcional.
A orientação para as mulheres que usavam o Contracep é usar camisinha e procurar orientação médica para substituir o anticoncepcional.
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