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Cotidiano
14/11/2007 - 17h20

PF prende Law Kin Chong em casa após interdição de shopping

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da Folha Online

O empresário chinês naturalizado brasileiro Law Kin Chong foi preso pela PF (Polícia Federal) na tarde desta quarta-feira em sua casa, no Morumbi (zona oeste de São Paulo), suspeito de contrabando e descaminho. Ele cumpria pena por corrupção ativa em prisão domiciliar desde junho passado. Antes disso, o empresário estava preso desde 1º de junho de 2004 no Instituto Penal Agrícola de Bauru (343 km de SP).

Pela manhã, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) liderou uma operação que interditou o novo shopping do empresário, o Shopping Pari, no Pari (centro), e culminou na apreensão de mercadorias supostamente contrabandeadas. O shopping está registrado em nome da empresa TR 25 Administração e Participação, que tem como responsáveis Thomas Law e Henrique Law, filhos de Chong, segundo a prefeitura.

Ele e a mulher, Miriam Law, são apontados pela Polícia Federal como ex-chefes de uma organização criminosa que praticaria crimes como contrabando, descaminho, falsificação de mercadorias e lavagem de dinheiro por meio da administração de shoppings populares, como o Shopping 25 de Março, no centro de São Paulo.

"Enquanto eu for prefeito de São Paulo, isso aqui [o Shopping Pari] não abre. Enquanto eu for prefeito de São Paulo, esse senhor Law não pisa aqui", afirmou Kassab nesta quarta-feira.

De acordo com a prefeitura, entre os produtos apreendidos hoje estão camisetas, bolsas e relógios --o volume seria suficiente para encher cem caminhões. O prédio do Shopping Pari ocupa uma área de 29 mil m² em uma antiga fábrica de biscoitos. Segundo a prefeitura, o local não tem alvará nem licença de funcionamento; tem 13 lojas funcionando embora ainda esteja em obras; e tem obras não-autorizadas pela prefeitura nem pelo Corpo de Bombeiros em andamento.

Chong foi condenado por corrupção ativa por ter tentado subornar, com US$ 2 milhões, o presidente da CPI da Pirataria, deputado Luiz Antonio Medeiros (PL-SP), para suavizar sua participação em crimes de falsificação de mercadorias e lavagem de dinheiro.

O advogado de Chong, Miguel Pereira Neto, não foi encontrado em seu escritório para comentar a prisão.

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