Médicos do SUS protestam e ameaçam entrar em greve
da Agência Brasil
Colaboração para a Folha Online
Os médicos do SUS (Sistema Único de Saúde) iniciaram protesto e podem paralisar as atividades. A discussão está em debate durante a semana na Conferência Nacional de Saúde, que termina neste domingo (18).
A partir da próxima quarta-feira (21), várias atividades estão programadas para chamar atenção das autoridades e revelar a rotina desses profissionais para a sociedade. Entre as reclamações estão a falta de infra-estrutura e o baixo salário. Muitos profissionais acumulam mais de um emprego, o que compromete a qualidade no atendimento.
Segundo o coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS e um dos organizadores da mobilização, Geraldo Guedes, o código de ética não será comprometido caso haja greve. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.
O alto índice de parto do tipo cesariana também está em discussão. Ainda de acordo com Guedes, muitos médicos optam por esse tipo por ser o mais rápido e não exigir a atenção médica de 12 horas como no parto normal, uma vez que a remuneração por período em que o profissional passa ao lado do paciente é de aproximadamente R$ 200.
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