Publicidade

Cotidiano
23/11/2007 - 23h30

Aeronáutica investiga queda de bimotor sobre casas em Manaus

Publicidade

KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

Um avião bimotor com quatro pessoas a bordo caiu nesta sexta-feira em uma área residencial de Manaus (AM) e destruiu oito casas. Ninguém morreu. A Aeronáutica abriu investigação para apurar as causas do acidente.

O bimotor, prefixo PT-RCV e modelo EMB-810C, apresentou uma pane nos trens de pouso e no motor esquerdo, cinco minutos após decolar. .

A empresa de táxi aéreo Lafir, proprietária do bimotor, informou que o avião decolou do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na zona oeste, por volta das 8h05 (horário local), com destino ao aeroclube do Amazonas (zona centro-sul), onde a empresa tem seu hangar. A queda foi registrada às 8h10.

O piloto Marco Melchior tentou fazer um pouso de emergência em um campo de uma universidade particular, para desviar da área residencial, mas não conseguiu. Estavam dentro da aeronave o diretor-presidente da empresa, Pedro Teixeira, o co-piloto Antônio Rabelo e a secretária da empresa Mariana Gonçalves.

Teixeira disse que o avião apresentou pane nos trens de pouso e o motor esquerdo do avião falhou, tendo reduzida sua potência. "O piloto tentou sair para o campo, mas não deu tempo. O avião ficou todo destruído, mas saímos ilesos."

O avião caiu em cima de palafitas (casas de madeiras construídas em cima de estacas) à beira do igarapé do Bindá, no bairro União, na periferia. Não houve machucados em terra.

As famílias foram surpreendidas com o impacto da queda do bimotor. João Carlos Souza da Silva, 31, disse que seus três filhos estavam sozinhos em casa. Rosilene, 10, Ezequiel, 11, e Ricardo, 2, foram retirados da casa pela vizinha Nadir Cardoso, 63. "A traseira do avião entrou dentro da minha casa. Graças à Deus não aconteceu nada com os meus filhos."

Morador há 20 anos do bairro da União, Antônio Bernardo, 46, disse que os moradores sempre temeram um acidente. É que o bairro fica na rota de pouso e decolagem do aeroclube. A reportagem não localizou o diretor do aeroclube para comentar sobre o perigo do local. Cerca de 50 aviões de pequeno porte fazem operações diárias.

Nesta sexta, durante o resgate, o capitão Amadeu Soares, da Polícia Militar, afirmou que as palafitas ajudaram a amortecer a queda do bimotor, não deixando vítimas.

Ele disse que foi encontrado muito combustível sobre os escombros das casas destruídas. "A sorte é que o avião caiu à beira do igarapé, onde a área é toda úmida, e em cima das casas. Isso funcionou como um amortecedor", afirmou.

A empresa de táxi aéreo Lafir anunciou que pagará as despesas com alojamentos e construção das residências destruídas das famílias.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca