PM à paisana iniciou tiroteio na Sé; ao menos quatro foram baleados
da Folha Online
O tiroteio na estação Sé do metrô ocorrido na tarde desta sexta-feira foi iniciado por um policial militar à paisana, segundo a própria PM. O policial, do 19º Batalhão, estava em uma plataforma, viu os suspeitos correndo e começou a atirar contra eles.
Os criminosos haviam roubado uma agência do Bradesco na região da Liberdade, também no centro de São Paulo, e fugiram pelo metrô. Na Sé, eles tentaram escapar pelos trilhos, o que paralisou a linha 3-vermelha até a estação Palmeiras-Barra Funda entre as 13h09 e as 13h27.
Ao todo quatro pessoas --entre elas três usuários do metrô que não tinham ligação com o caso-- foram baleadas. O quarto ferido é um dos suspeitos do crime, que foi levado para o hospital, medicado, e encaminhado para o 1º DP.
A confusão causou tumulto e correria na estação. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) socorreu 13 pessoas que passaram mal. Os bombeiros socorreram outras quatro.
O policial que começou o tiroteio se apresentou na Base Comunitária da PM instalada na região logo depois do ocorrido. Ele também foi levado ao 1º DP, onde será ouvido.
"Bomba"
"Eu pensei que era uma bomba, um atentado. Eu só queria sair correndo", disse a promotora de vendas Thatiane Dias, 24, que estava na estação. Ela disse ter ouvido tiros em duas ocasiões. Na primeira, deixou a estação. Depois, orientada por seguranças, retornou para fechar o estande onde trabalha e ouviu novos disparos.
A secretária Renata Nacarato Lopes Gracia, 27, ia para o trabalho quando o tiroteio começou. "Tinha muita gente atirando, gente desmaiando, sendo pisada. Muita gente rezava e achava que ia morrer", conta. "Parecia uma guerra. Só me passavam pela cabeça meus dois filhos".
Um dos momentos de maior desespero para ela e para outros passageiros ocorreu quando tentava fugir da plataforma pelas escadas rolantes. "Eu falava sobe!, sobe! e ninguém subia porque queriam ver o que estava acontecendo. Fiquei no meio do tiroteio, fui jogada no chão e minha bolsa voou longe", conta Gracia.
A secretária se refugiou ao lado de um pilar, onde conseguiu recuperar seus pertences. Muito nervosa e com a roupa suja por ter sido obrigada a se jogar no chão, ela foi dispensada de trabalho nesta sexta-feira. "Não consigo tomar um calmante, não consigo tomar nem água agora".
Flávia Cristina, 21, que trabalha em uma loja na estação disse que, após os disparos, os seguranças orientaram as pessoas a permanecerem nos boxes, agachadas. Ela disse ter visto um passageiro ser atingido no ombro direito por uma bala perdida. Não há confirmação sobre o estado de saúde da vítima.
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o Estado, com muito esforço, lhe concedeu.
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