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Cotidiano
30/11/2007 - 19h34

Homem atingido em tiroteio no metrô se recupera de cirurgia

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da Folha Online

Um dos quatro homens baleados durante um tiroteio na estação Sé do metrô na tarde desta sexta-feira passou por cirurgia para retirada do projétil, está bem e ficará em observação, segundo a Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo. A bala atingiu o ombro da vítima, de 84 anos. Ele está no centro cirúrgico do Hospital Municipal Vergueiro, no Paraíso (zona sul).

O tiroteio de hoje à tarde foi iniciado por um policial militar à paisana, segundo a própria PM, em perseguição a criminosos. O militar não sofreu ferimentos. Além dos quatro baleados, 13 pessoas passaram mal e já foram liberadas.

Um dos suspeitos do crime foi levado para o hospital, medicado e encaminhado para o 1º DP (Sé), onde prestou depoimento.

Tumulto

Os criminosos haviam roubado uma agência do Bradesco na região da Liberdade, também no centro de São Paulo, e fugiram pelo metrô. Na Sé, eles tentaram escapar pelos trilhos, o que paralisou a linha 3-vermelha até a estação Palmeiras-Barra Funda entre as 13h09 e as 13h27. As operações no trecho já foram normalizadas, segundo o Metrô.

A confusão causou tumulto e correria na estação. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) prestou auxílio as pessoas que passaram mal e os bombeiros socorreram os quatro homens baleados.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as três outras vítimas baleadas não correm risco de morte. Além do homem de 84 anos atingido no ombro, um outro de 37 foi baleado na mão e o terceiro, com idade ainda não identificada, foi atingido de raspão no couro cabeludo.

"Bomba"

"Eu pensei que era uma bomba, um atentado. Eu só queria sair correndo", disse a promotora de vendas Thatiane Dias, 24, que estava na estação. Ela disse ter ouvido tiros em duas ocasiões. Na primeira, deixou a estação. Depois, orientada por seguranças, retornou para fechar o estande onde trabalha e ouviu novos disparos.

A secretária Renata Nacarato Lopes Gracia, 27, ia para o trabalho quando o tiroteio começou. "Tinha muita gente atirando, gente desmaiando, sendo pisada. Muita gente rezava e achava que ia morrer", conta. "Parecia uma guerra. Só me passavam pela cabeça meus dois filhos".

Um dos momentos de maior desespero para ela e para outros passageiros ocorreu quando tentava fugir da plataforma pelas escadas rolantes. "Eu falava sobe!, sobe! e ninguém subia porque queriam ver o que estava acontecendo. Fiquei no meio do tiroteio, fui jogada no chão e minha bolsa voou longe", conta Gracia.

A secretária se refugiou ao lado de um pilar, onde conseguiu recuperar seus pertences. Muito nervosa e com a roupa suja por ter sido obrigada a se jogar no chão, ela foi dispensada de trabalho nesta sexta-feira. "Não consigo tomar um calmante, não consigo tomar nem água agora".

Flávia Cristina, 21, que trabalha em uma loja na estação disse que, após os disparos, os seguranças orientaram as pessoas a permanecerem nos boxes, agachadas. Ela disse ter visto o passageiro ser atingido no ombro direito por uma bala perdida.

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