Polícia prende 5 gerentes de casas noturnas por favorecimento à prostituição
RENATO SANTIAGO
da Folha Online
Cinco gerentes de casas noturnas de São Paulo foram presos entre a noite de quinta-feira (29) e a madrugada desta sexta-feira durante a operação Carrossel do GOE (Grupo de Operações Especiais, da Polícia Civil). Os cinco são acusados de favorecimento à prostituição e um também responderá também por corrupção de menores.
A operação foi montada depois de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara de Vereadores de São Paulo apontar a exploração de crianças na região da rua Augusta. As denúncias foram enviadas à Secretaria de Segurança Pública pela comissão por meio de um documento, no dia 5 de novembro.
Ao todo 21 casas seriam inspecionadas na operação --17 delas na rua Augusta--, no entanto, dez delas estavam fechadas.
Na casa Big Ben os policiais encontraram uma garota de 17 anos. 'Primeiro ela disse que uma amiga da escola a havia levado para a casa. Depois ouvimos a amiga, de 22 anos, e ela disse que na verdade a menor é que a levou para se prostituir', disse o delegado do GOE Luiz Antonio Pinheiro.
O gerente da Big Ben foi preso em flagrante por corrupção de menores e favorecimento à prostituição. Os outros gerentes foram presos na em outra casa da rua Augusta, no Jardim Anália Franco (onde dois foram presos) e a quarta em Moema, na zona sul.
Ao todo foram feitas cerca de 400 abordagens e 30 pessoas foram levadas à delegacia. Ao final, 25 foram liberadas e apenas os cinco gerentes das casas noturnas permanecem presos.
Vazamento
Informações a respeito da operação podem ter sido repassadas aos proprietários das casas noturnas, segundo a Polícia Civil, uma vez que dez casas estavam fechadas. Na boate American Show, em Moema, os policiais constataram que funcionários já sabiam que haveria uma operação do GOE.
'Sabíamos que cinco delas [casas noturnas] estavam fechadas havia muito tempo, no entanto, outras cinco já deveriam estar abertas. Vazamento de informações já existe desde a Santa Ceia. Vamos investigar', afirmou o delegado Pinheiro.
A reportagem não teve acesso aos presos e não conseguiu confirmar se eles tinham constituído advogado.
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