Publicidade

Cotidiano
04/12/2007 - 19h06

Proposta do governo eleva tarifas para desafogar aeroportos do país

Publicidade

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou nesta terça-feira uma proposta de mudança nas tarifas dos aeroportos brasileiros. A intenção é deixar mais caro o uso de aeroportos mais disputados atualmente, como o Congonhas e de Guarulhos, em São Paulo, e estimular a utilização de terminais como o Tom Jobim, no Rio, que ainda tem capacidade ociosa. Com isso, as tarifas nos terminais de São Paulo podem ficar mais caras.

A proposta ficará em consulta pública por 30 dias antes de ser aprovada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A medida faz parte de um pacote apresentado pelo ministro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar o caos aéreo no período dos feriados de final de ano e das férias.

No caso de Congonhas, o aumento das tarifas de pouso pode chegar a 16.000%. Para os aviões que ficarem mais de 45 minutos no aeroporto, a tarifa será de R$ 2,51/tonelada. Já aqueles que ficarem mais de 166 minutos terão de pagar R$ 403,31/tonelada. A proposta será colocada em audiência pública e os novos valores só começam em março do ano que vem.

Com isso, o governo quer desestimular conexões e escalas nos terminais. "As empresas são estimuladas a manter os 45 minutos. Quem ficar mais, paga mais", disse Jobim.

Em Guarulhos, a proposta é aumentar a tarifa de permanência na área de estadia para aviões que permanecerem por mais de três horas. O preço por hora passaria dos atuais US$ 0,35 por tonelada para US$ 18,29 tonelada.

Jobim explicou que muitos aviões internacionais chegam a Guarulhos e passam o dia estacionados, utilizando uma área que poderia ser utilizada por vôos domésticos. A idéia é fazer com que esses vôos internacionais migrem para o Tom Jobim. Para isso, a proposta é reduzir a tarifa de pouso no terminal de US$ 8,49 para US$ 1,42.

Ressarcimento

Outra medida anunciada por Jobim é a criação de um sistema pelo qual as companhias aéreas deverão ressarcir os passageiros em casos de atrasos. O ministro afirmou que se trata de uma espécie de sistema de milhagem, em que o passageiro acumula crédito devido aos atrasos. A empresa aérea poderá escolher entre dar crédito ou pagar em dinheiro o ressarcimento.

O ressarcimento vai de 5% do valor do bilhete para atrasos entre 30 minutos a uma hora até 50% da passagem para atrasos superiores a cinco horas. Poderão ser descontados, no entanto, problemas alheios às companhias, como fechamento do aeroporto por questões meteorológicas e problemas no tráfego aéreo.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
avalie fechar
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
avalie fechar
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
17 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (340)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca