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Cotidiano
04/12/2007 - 19h18

Para Genro, prisão de garota com homens é "síntese da barbárie"

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RENATO SANTIAGO
da Folha Online

O ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou nesta terça-feira que a prisão da garota de 15 anos com 20 homens em Abaetetuba (PA) resume "a barbárie" no sistema penitenciário brasileiro.

"É uma síntese da barbárie à qual está submetido o sistema penitenciário do Brasil. Mas não se espantem, isso pode estar acontecendo agora, nesse momento, em algum lugar do país", afirmou Genro em Osasco (Grande São Paulo), após a assinatura de adesão de municípios paulistas ao Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).

A adolescente foi presa em flagrante acusada de furto e ficou detida com homens entre 21 de outubro e 14 de novembro. Depois que o caso veio à público, quatro delegados foram afastados --inclusive o delegado-geral da Polícia Civil paraense, Raimundo Benassuly, que declarou no Senado que a garota parecia sofrer "debilidade mental".

A prisão da adolescente levou o governo federal a liberar R$ 89 milhões para a segurança pública no Pará, dos quais R$ 14 milhões devem ser investidos em novos presídios. Genro, no entanto, admitiu hoje que a quantia não basta. O ministro avaliou que "R$ 100 milhões não seriam suficientes para que nós alcançássemos padrões internacionais, como o da Suíça."

Apesar do repasse, o ministro disse também que não tem um plano emergencial para o sistema penitenciário. "Não vivemos uma emergência. Temos projetos para reforma do sistema, os [11] Estados que aderiram o Pronasci estão apresentando planos diretores", concluiu o ministro.

Mortes

Na manhã desta terça-feira, um agente penitenciário e um preso foram mortos em um motim no presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO). A rebelião começou por volta das 6h, quando agentes penitenciários foram ao pavilhão F retirar presos que seriam levados a audiências judiciais. Segundo a Seapen (Secretaria de Estado de Assuntos Penitenciários), os presos estavam armados com um revólver calibre 38 e teriam atirado contra os carcereiros.

Ao mesmo tempo, no pavilhão E, um grupo de presos atacou o detento Luiz Carlos da Silva, que morreu com golpes de facas artesanais, conhecidos como "chuchos". A Seapen considera ao menos cinco agentes suspeitos de facilitar a entrada da arma no presídio.

Ontem (3), um preso morreu baleado em conseqüência de uma tentativa de fuga do CDP-2 (Centro de Detenção Provisória) de Osasco, na Grande São Paulo. Outros três ficaram feridos.

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Comentários dos leitores
Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 16h02
Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 16h02
Este Delegado q gosta desse tipo de sacanagem deveria ser expulço da SSP e dar o lugar para outro mas competente q não aceita esse tipo de abuso.
Mas q vergonha seu Delegado!!!
sem opinião
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Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 15h59
Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 15h59
Agradeço a todos por terem me aceitado e desejo receber e-mails deste jornal oline sem opinião
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Carlos Gonçalves (226) 26/06/2008 17h53
Carlos Gonçalves (226) 26/06/2008 17h53
Os senadores deveriam ter prendido esse delegado geral do Pará, por charlatanice. Quem é ele para dar opinião sobre uma pessoa que sofreu barbárie. Mas é a arrogância e a certeza de impunidade que o leva a fazer isso. A dar esse tipo de declaração. Na mesma linha do Judiciário daquele estado do Pará. Omisso e cúmplice de muitos crimes que por lá acontecem. Escravidão é sinônimo de Pará. 6 opiniões
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