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Cotidiano
04/12/2007 - 22h09

Visita colocou em risco família de menina presa com homens, diz entidade

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha

O Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) Emaús, instituição que integra o conselho deliberativo do Provita (Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas), afirmou nesta quarta-feira que a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), colocou em risco a família da menina que ficou presa com homens em Abaetetuba, ao visitá-la em endereço sigiloso do programa estadual de segurança e depois divulgar fotos do encontro no site do governo.

A visita foi nesta segunda-feira (3). Fotos da mãe da garota de 15 anos, ao lado da governadora e da secretária da Justiça e Direitos Humanos, Socorro Gomes, foram divulgadas no site junto com reportagem sobre o encontro. Por meio de sua assessoria, Ana Júlia informou que visitou a família para tranqüilizá-la. E negou tê-la colocado em risco.

A mãe da garota --uma empregada doméstica de 44 anos--, o marido, três filhos, um tio da menina e uma neta da mãe entraram no programa de segurança da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos paraense em 28 de novembro, após receberem ameaças por telefone. Carros também rondaram a casa da família em Barcarena (PA).

Nas fotos distribuídas à imprensa aparecem três irmãos da garota com os rostos encobertos por efeitos de computador. O local do encontro foi reconhecido por membros do Cedeca. "A governadora expôs a família. Se é um local sigiloso para resguardar a integridade física, não é para fazer marketing político", disse o advogado da entidade Bruno Medeiros.

As fotos do encontro foram acompanhadas por nota da agência de noticias do governo que cita supostas declarações políticas da doméstica. "Ela [mãe da garota] revelou que, nas eleições de 2006, votou em Ana Júlia e chegou a reclamar na seção eleitoral porque a foto da candidata não aparecera na urna eletrônica." Reproduz também suposta declaração da mãe sobre o partido de Ana Júlia. "Eu amo o PT", diz o texto.

Delegada

A delegada Flávia Verônica Pereira, responsável pelo flagrante da prisão da adolescente, não compareceu nesta terça-feira ao depoimento no Ministério Público. O promotor Lauro Freitas Júnior disse que a delegada não justificou a falta.

Claudionor Monteiro da Costa, 53, um dos agentes prisionais que manteve contato com os detentos durante a permanência da menina na cela com homens, morreu nesta segunda-feira (3). Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, a causa foi por infarto. Em depoimento à corregedoria, ele revelou que dois promotores visitaram a cadeia quando a menina estava presa. A Promotoria nega a visita.

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Comentários dos leitores
Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 16h02
Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 16h02
Este Delegado q gosta desse tipo de sacanagem deveria ser expulço da SSP e dar o lugar para outro mas competente q não aceita esse tipo de abuso.
Mas q vergonha seu Delegado!!!
sem opinião
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Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 15h59
Edvaldo Oliveira (2) 14/09/2008 15h59
Agradeço a todos por terem me aceitado e desejo receber e-mails deste jornal oline sem opinião
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Carlos Gonçalves (226) 26/06/2008 17h53
Carlos Gonçalves (226) 26/06/2008 17h53
Os senadores deveriam ter prendido esse delegado geral do Pará, por charlatanice. Quem é ele para dar opinião sobre uma pessoa que sofreu barbárie. Mas é a arrogância e a certeza de impunidade que o leva a fazer isso. A dar esse tipo de declaração. Na mesma linha do Judiciário daquele estado do Pará. Omisso e cúmplice de muitos crimes que por lá acontecem. Escravidão é sinônimo de Pará. 6 opiniões
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