Publicidade

Cotidiano
07/12/2007 - 09h59

Aeroporto de Congonhas terá torre provisória nas férias

Publicidade

KLEBER TOMAZ
ALENCAR IZIDORO
da Folha de S.Paulo

Às vésperas das festas de final de ano, os controladores de vôo que monitoram os aviões na pista do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, vão mudar de posto: passarão a trabalhar em uma torre provisória e mais baixa devido à reforma, que deverá se estender por um mês, da torre atual.

A transição, que começará na semana que vem, se dará num período tradicional de crescimento da movimentação de passageiros e envolve mudanças não apenas nas instalações físicas como nos aparelhos.

De um lado, eles já passarão a usar equipamentos mais novos, que funcionarão de forma digital --bastará um toque do operador na tela para comandar as ações-, visando ter agilidade no controle das aeronaves.

De outro, terão temporariamente uma pequena perda do campo de visão. Enquanto estiverem na torre provisória, onde ficam até 23 de janeiro, haverá menor visualização do pátio de aviões e de rotas secundárias de helicópteros. Ela é dois metros mais baixa do que a atual.

Os operadores já têm hoje dificuldade para observar todas as aeronaves do pátio de Congonhas --só conseguem ver a traseira de alguns aviões.

A restrição é citada por controladores de vôo como um obstáculo para a agilidade --para autorizar movimentos na pista, eles têm maior dependência da comunicação por rádio, condição que se tornará acentuada na torre provisória.

A Aeronáutica diz que os ganhos com a modernização superam as perdas. Os oficiais descartam dificuldades de adaptação. "Todo mundo está sendo treinado", diz Emerson Moraes, major do Serviço Regional de Proteção ao Vôo.

Alguns militares dizem que a torre provisória só foi feita porque a Infraero deixou de cumprir os prazos para a construção de uma nova torre, mais alta, obra prometida desde 2004.

"A torre atual é da década de 1970, quando operavam quatro aviões por dia", afirmou Carlos Minelli de Sá, chefe do SRPV.

A Infraero informou que a licitação para a construção da nova torre deveria ocorrer neste mês, mas, devido a pedidos de readequações, a data foi suspensa e não há nova previsão.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
avalie fechar
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
avalie fechar
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
17 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (340)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca