Feridos em terremoto recebem alta; criança morta é identificada
da Folha Online
O tremor de terra sentido no norte de Minas Gerais e que atingiu 4,9 graus na escala Richter matou uma criança identificada como Jessiane Oliveira Silva, 5, e deixou seis feridos. Os seis feridos já foram atendidos em um hospital da cidade de Itacarambi (MG) e liberados.
O tremor foi sentido na comunidade rural de Caraíbas, distante 35 km de Itacarambi. Segundo o governo de Minas, o tremor ocorreu na madrugada deste domingo e atingiu também, de forma mais leve, a cidade de Itacarambi e alguns pontos de Manga e Januária. O terremoto é o primeiro a registrar uma morte, segundo o Obsis (Observatório Sismológico de Brasília), da UnB (Universidade de Brasília), que iniciou seus registros em 1968.
As outras seis pessoas que ficaram feridas são: Maria de Fátima Pereira, 44; Jesuína Fiuza Oliveira, 55; Jessielen Oliveira Silva, 5; Veralice Fiúza Oliveira, 25; Thiago Souza Santos, 8; e Osías Carvalho Santos, 45. Todos os feridos foram atendidos no Hospital Municipal Gerson Dias e já foram liberados.
O abalo destruiu seis casas. No total, 380 pessoas foram desalojados e mais 76 casas sofreram prejuízos. Trinta e cinco famílias foram alojadas na Creche Najila Nemer, em Itacarambi, segundo a Cedec (Coordenadoria Estadual de Defesa Civil), do governo de Minas.
Ainda segundo o Cedec, outras 41 famílias atingidas foram alojadas em casas de parentes em Várzea Grande, distante 8 km de Caraíbas.
Segundo o governo de Minas, as casas atingidas pelo tremor de terra serão reconstruídas. Colchões, cobertores e cestas básicas saíram de Montes Claros (norte de Minas) rumo a Itacarambi e serão doados às famílias atingidas.
Inédito
Segundo o chefe do Obsis e professor de sismologia da UnB, Lucas Vieira Barros, o tremor no norte de Minas é o primeiro a provocar morte desde o início das medições feitas pelo observatório, em 1968.
Barros afirma que a região é conhecida por falhas geológicas e dentre as possibilidades que podem ter provocado o tremor em Minas está a de um afundamento em uma caverna.
Ele e outros dois técnicos da UnB devem chegar na manhã desta segunda-feira (10) para avaliar o que de fato ocorreu.
Em maio, o Obsis já havia registrado um tremor de 3,5 graus no local e chegou a avisar a Defesa Civil para eventuais problemas, mas nenhuma ocorrência grave foi registrada.
Em outubro deste ano, os técnicos do Obsis instalaram seis estações sismográficas para monitorar a região norte de Minas. A análise desses equipamentos deve auxiliar os técnicos a descobrir o que teria provocado o tremor.
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