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Cotidiano
11/12/2007 - 15h46

Defensoria quer pedir revogação de reintegração de posse em SP

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da Folha Online

A Defensoria Pública de São Paulo estuda entrar com uma ação para revogar a reintegração de posse do terreno da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), em São Paulo, realizada nesta terça-feira. A reintegração causou a interdição da marginal Pinheiros na altura da ponte Engenheiro Ary Torres e causou reflexos no trânsito da cidade.

Segundo a defensora Carolina Pannain, vários moradores relataram que não haviam sido avisados sobre a operação e que não tiveram tempo para recolher pertences. "Estudamos derrubar a liminar ou pelo menos conseguir mais tempo para que eles possam deixar suas casas", afirma Pannain.

A Defensoria foi chamada ao local pela advogada Maria Célia Barletta, do Projeto Casulo, ONG que atua na favela Real Parque, instalada no terreno. Segundo Barletta, a Polícia Militar cometeu excessos na reintegração.

"Entraram [no terreno] como se estivessem invadindo um presídio em rebelião. Derrubando tudo e arrancando as pessoas", disse. A defensora também ouviu relatos de moradores, que disseram terem sido retirados das casas com violência e uso desnecessário de spray pimenta.

A Polícia Militar nega as acusações dos moradores e diz que só usou o gás e balas de borracha porque os manifestantes ocuparam a pista expressa da marginal.

Barletta afirma que os moradores só ocuparam a via porque não sabiam para onde seriam levados. "Não deram endereços, as pessoas tinham que entrar nos caminhões sem saber para onde estavam sendo levadas", afirma a coordenadora da ONG.

A Folha Online entrou em contato com a Emae, mas a empresa apenas pediu a reintegração de posse à Justiça e que a Subprefeitura do Butantã cuidaria do destino dos moradores. A Subprefeitura do Butantã afirmou que apenas a Emae teria informações sobre o caso. A Secretaria das Subprefeituras também foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou.

Comentários dos leitores
Anderson Dantas (1) 12/12/2007 17h46
Anderson Dantas (1) 12/12/2007 17h46
SAO PAULO / SP
se vc está num lugar que não lhe pertence tem mais que sair mesmo, as pessoas que moram lá sabem muito bem disto, e sabiam que a qualquer momento isto iria acontecer. 8 opiniões
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daniel astone (1) 12/12/2007 16h05
daniel astone (1) 12/12/2007 16h05
SAO PAULO / SP
Alguns paradigmas injustificáveis: a lei está ao lado da especulação imobiliária e contra a ocupação de terrenos abandonados por questões de moradia; está ao lado da PM na invasão a comunidades como a do Real Parque e contra ela na invasão da USP; a favor do bolsa-família e contrária ao reconhecimento da dignidade dessas pessoas que vêm a São Paulo tentar a vida. É engraçado como o povo paulistano sabe contar vantagem sobre todos os outros municípios e estados e acha ruim quando os alienígenas brasileiros tentam por os pés num pedaço de terra por aqui. O problema é que todas essas regras se aplicam de acordo com o poder em voga, então enquanto houver reconhecimento da classe média de SP como integrante da nata paulistana, ajudando-a na manutenção do status quo, o povo só vai conseguir seu reconhecimento na marra, forçando a barra e trazendo seus problemas às avenidas arborizadas dos Jardins e aos prédios espelhados da Paulista. Colhe-se o que se planta. 11 opiniões
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Renato Campos (2) 12/12/2007 15h10
Renato Campos (2) 12/12/2007 15h10
SAO PAULO / SP
Concordo com o colega abaixo, a situação é complicada, mas são paulo não tem mais capacidade para aguentar a superpopulação.
Além disso, a verdade é que eles já não tinham casa, uma vez que moravam irregularmente, e a prefeitura esta oferecendo opções, se estas pessoas não querem aceitar, não é mais problema da prefeitura de São Paulo.
Prefeitura esta que ja esta fazendo muito quando oferece hoteis e albergues para pessoas naturais de outras cidades.
A prefeitura ofereceu passagens de volta, e eu tenho certeza que na cidade natal eles vão ter a casa deles e não serão despejados.

pergunta se alguem volta...
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