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Cotidiano
11/12/2007 - 19h56

Famílias retiradas de terreno em SP vão para hotéis e pedem passagens

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da Folha Online

As famílias que foram retiradas do terreno da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) nesta terça-feira, em São Paulo, serão encaminhadas a hotéis e albergues, segundo a Secretaria das Subprefeituras. Algumas delas pediram passagens de volta a suas regiões de origem.

O terreno tem 12 mil metros quadrados e fica junto à favela Real Parque, na marginal Pinheiros. Pela manhã, moradores da protestaram contra a reintegração e fecharam a pista expressa da marginal Pinheiros. A PM (Polícia Militar) reagiu com bombas e gás pimenta e conseguiu liberar a via no final da manhã.

De acordo com a secretaria, oito famílias (30 pessoas) estão sendo encaminhadas para hotéis --um na avenida Tancredo Neves e outro na região do aeroporto de Congonhas. Outras cinco famílias (20 pessoas) pediram passagens e 26 foram embora do local antes de o cadastramento ser concluído.

Segundo a defensora pública Carolina Pannain, vários moradores relataram que não haviam sido avisados sobre a operação e que não tiveram tempo para recolher pertences. 'Estudamos derrubar a liminar ou pelo menos conseguir mais tempo para que eles possam deixar suas casas', afirma Pannain.

Confronto

A Defensoria foi chamada ao local pela advogada Maria Célia Barletta, do Projeto Casulo, ONG que atua na favela Real Parque, instalada no terreno. Segundo Barletta, a Polícia Militar cometeu excessos na reintegração.

"Entraram [no terreno] como se estivessem invadindo um presídio em rebelião. Derrubando tudo e arrancando as pessoas", disse. A defensora também ouviu relatos de moradores, que disseram terem sido retirados das casas com violência e uso desnecessário de spray pimenta.

A Polícia Militar nega as acusações dos moradores e diz que só usou o gás e balas de borracha porque os manifestantes ocuparam a pista expressa da marginal.

Comentários dos leitores
Anderson Dantas (1) 12/12/2007 17h46
Anderson Dantas (1) 12/12/2007 17h46
SAO PAULO / SP
se vc está num lugar que não lhe pertence tem mais que sair mesmo, as pessoas que moram lá sabem muito bem disto, e sabiam que a qualquer momento isto iria acontecer. 8 opiniões
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daniel astone (1) 12/12/2007 16h05
daniel astone (1) 12/12/2007 16h05
SAO PAULO / SP
Alguns paradigmas injustificáveis: a lei está ao lado da especulação imobiliária e contra a ocupação de terrenos abandonados por questões de moradia; está ao lado da PM na invasão a comunidades como a do Real Parque e contra ela na invasão da USP; a favor do bolsa-família e contrária ao reconhecimento da dignidade dessas pessoas que vêm a São Paulo tentar a vida. É engraçado como o povo paulistano sabe contar vantagem sobre todos os outros municípios e estados e acha ruim quando os alienígenas brasileiros tentam por os pés num pedaço de terra por aqui. O problema é que todas essas regras se aplicam de acordo com o poder em voga, então enquanto houver reconhecimento da classe média de SP como integrante da nata paulistana, ajudando-a na manutenção do status quo, o povo só vai conseguir seu reconhecimento na marra, forçando a barra e trazendo seus problemas às avenidas arborizadas dos Jardins e aos prédios espelhados da Paulista. Colhe-se o que se planta. 11 opiniões
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Renato Campos (2) 12/12/2007 15h10
Renato Campos (2) 12/12/2007 15h10
SAO PAULO / SP
Concordo com o colega abaixo, a situação é complicada, mas são paulo não tem mais capacidade para aguentar a superpopulação.
Além disso, a verdade é que eles já não tinham casa, uma vez que moravam irregularmente, e a prefeitura esta oferecendo opções, se estas pessoas não querem aceitar, não é mais problema da prefeitura de São Paulo.
Prefeitura esta que ja esta fazendo muito quando oferece hoteis e albergues para pessoas naturais de outras cidades.
A prefeitura ofereceu passagens de volta, e eu tenho certeza que na cidade natal eles vão ter a casa deles e não serão despejados.

pergunta se alguem volta...
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