Famílias retiradas de terreno em SP vão para hotéis e pedem passagens
da Folha Online
As famílias que foram retiradas do terreno da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) nesta terça-feira, em São Paulo, serão encaminhadas a hotéis e albergues, segundo a Secretaria das Subprefeituras. Algumas delas pediram passagens de volta a suas regiões de origem.
O terreno tem 12 mil metros quadrados e fica junto à favela Real Parque, na marginal Pinheiros. Pela manhã, moradores da protestaram contra a reintegração e fecharam a pista expressa da marginal Pinheiros. A PM (Polícia Militar) reagiu com bombas e gás pimenta e conseguiu liberar a via no final da manhã.
De acordo com a secretaria, oito famílias (30 pessoas) estão sendo encaminhadas para hotéis --um na avenida Tancredo Neves e outro na região do aeroporto de Congonhas. Outras cinco famílias (20 pessoas) pediram passagens e 26 foram embora do local antes de o cadastramento ser concluído.
Segundo a defensora pública Carolina Pannain, vários moradores relataram que não haviam sido avisados sobre a operação e que não tiveram tempo para recolher pertences. 'Estudamos derrubar a liminar ou pelo menos conseguir mais tempo para que eles possam deixar suas casas', afirma Pannain.
Confronto
A Defensoria foi chamada ao local pela advogada Maria Célia Barletta, do Projeto Casulo, ONG que atua na favela Real Parque, instalada no terreno. Segundo Barletta, a Polícia Militar cometeu excessos na reintegração.
"Entraram [no terreno] como se estivessem invadindo um presídio em rebelião. Derrubando tudo e arrancando as pessoas", disse. A defensora também ouviu relatos de moradores, que disseram terem sido retirados das casas com violência e uso desnecessário de spray pimenta.
A Polícia Militar nega as acusações dos moradores e diz que só usou o gás e balas de borracha porque os manifestantes ocuparam a pista expressa da marginal.
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Especial


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Além disso, a verdade é que eles já não tinham casa, uma vez que moravam irregularmente, e a prefeitura esta oferecendo opções, se estas pessoas não querem aceitar, não é mais problema da prefeitura de São Paulo.
Prefeitura esta que ja esta fazendo muito quando oferece hoteis e albergues para pessoas naturais de outras cidades.
A prefeitura ofereceu passagens de volta, e eu tenho certeza que na cidade natal eles vão ter a casa deles e não serão despejados.pergunta se alguem volta...
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