Famílias retiradas de área em SP protestam em frente à prefeitura
da Folha Online
Cerca de 70 pessoas que foram retiradas ontem (11) do terreno da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) na zona sul de São Paulo realizam um protesto em frente ao prédio da prefeitura, no viaduto do Chá (centro), nesta quarta-feira. Os moradores querem ser recebidos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o secretário de Habitação, Orlando de Almeida, para entregar uma pauta de reivindicações.
Segundo a PM (Polícia Militar), o protesto é pacífico. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não registra problemas na região, pois os manifestantes ocupam a calçada em frente ao Palácio Anhangabaú. A assessoria do secretário não informou se ele receberá os manifestantes. A reportagem não localizou a assessoria de Kassab para confirmar se ele irá receber os moradores. Até as 12h30, eles permaneciam no local.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| Após reintegração de posse, moradores da favela Real Parque protestam em frente à Prefeitura de São Paulo |
A retirada de parte dos moradores da favela Real Parque provocou reflexos no trânsito, ontem. Inconformados com a retirada de suas casas, moradores fecharam a pista expressa da marginal Pinheiros. A PM reagiu com bombas e gás pimenta e conseguiu liberar a via no final da manhã. A pista local ficou fechada para os trabalhos da polícia.
Reivindicações
Uma das moradoras do Real Parque, a educadora Karina Santos, 21, afirma que o documento que o grupo pretende discutir com o prefeito e o secretário consta oito itens. Entre eles está a imediata acomodação em residências temporárias das 54 famílias que não quiseram ir para albergues e hotéis oferecidos pela prefeitura.
'Para onde nós vamos? Queremos mais respeito e ter um local melhor do que um albergue', afirma.
A administração municipal afirmou na terça que disponibilizou hotéis e albergues aos moradores que foram despejados, além de passagens para aqueles que quisessem retornar às suas cidades de origem.
Paula Takada, 27, que morava na favela e integrante de um grupo cultural que desenvolvia projetos junto à comunidade, afirma que os moradores querem ser indenizados pelo que consideram violência praticada durante a retirada das pessoas de suas casas. 'Chegaram sem avisar, deram dois sacos pretos e mandaram a gente colocar o que tinha dentro. E os que não estavam lá e chegaram só depois do trabalho? Nem tiveram oportunidade de tirar o que tinha', afirma.
Takada afirma ainda que o grupo é contrário a um projeto de urbanização em curso em todo Real Parque e tocado com parceria entre empresas e Prefeitura de São Paulo. O local abriga cerca de 1.200 famílias.
Outro ponto do documento exige a aplicação dos recursos da Operação Urbana Faria Lima. Os recursos foram obtidos com a venda dos chamados Cepacs (Certificados de Adicional de Potencial Construtivo), que permite ao empreendedor levantar edificações acima do limite de metragem permitido, desde que pague pelo adicional.
Terreno
O terreno do Emae tem cerca de 12 mil metros quadrados. Segundo os próprios moradores, há cerca de três anos os moradores começaram a ocupar o terreno.
Eles afirmam que pretendem negociar a permanência no local e apresentar um projeto de reurbanização para a área, que prevê moradias.
Confronto
A defensora pública Carolina Pannain afirmou que vários moradores relataram que não haviam sido avisados sobre a operação e que não tiveram tempo para recolher pertences, também ontem. "Estudamos derrubar a liminar ou pelo menos conseguir mais tempo para que eles possam deixar suas casas", afirmou.
A Defensoria foi chamada ao local pela advogada Maria Célia Barletta, do Projeto Casulo, ONG que atua na favela Real Parque, instalada no terreno. Segundo Barletta, a Polícia Militar cometeu excessos na reintegração.
"Entraram [no terreno] como se estivessem invadindo um presídio em rebelião. Derrubando tudo e arrancando as pessoas", disse. A defensora também ouviu relatos de moradores, que disseram terem sido retirados das casas com violência e uso desnecessário de spray pimenta.
A Polícia Militar negou as acusações dos moradores e disse que só usou o gás e balas de borracha porque os manifestantes ocuparam a pista expressa da marginal.
Leia mais
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- Defensoria quer revogação de reintegração de posse
- Gás de pimenta causa irritação a pele, olhos, boca e nariz
- PM usa gás pimenta contra manifestantes e libera pista da marginal
Especial



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Além disso, a verdade é que eles já não tinham casa, uma vez que moravam irregularmente, e a prefeitura esta oferecendo opções, se estas pessoas não querem aceitar, não é mais problema da prefeitura de São Paulo.
Prefeitura esta que ja esta fazendo muito quando oferece hoteis e albergues para pessoas naturais de outras cidades.
A prefeitura ofereceu passagens de volta, e eu tenho certeza que na cidade natal eles vão ter a casa deles e não serão despejados.pergunta se alguem volta...
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