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Cotidiano
16/12/2007 - 06h29

Exclusivo: repórter-fotográfico revela exploração de mão-de-obra clandestina em SP

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da Folha Online

O repórter-fotográfico Antônio Gaudério, 49, esteve na Bolívia munido de celular com câmera para descobrir como funciona o tráfico de mão-de-obra que alimenta a cadeia têxtil em São Paulo. A matéria completa pode ser lida na Folha deste domingo (16) (conteúdo exclusivo para assinantes do UOL e do jornal).

Fazendo-se passar por um boliviano, Gaudério procurou emprego, conversou com agenciadores e fez curso de costura em uma escola de La Paz. Durante a jornada, o repórter-fotográfico conheceu imigrantes ilegais que se submetem a superexploração na tentativa de escapar da miséria de seu país natal. Dois destes imigrantes, pai e filho, estavam em busca do trabalho de costureiros em São Paulo para juntar dinheiro e abrir uma padaria em La Paz.

O itinerário percorrido pelo repórter-fotográfico durante 23 dias começou na cidade boliviana de El Alto. Passou por La Paz, Cochabamba, Santa Cruz de la Sierra e Puerto Suarez até chegar a Corumbá (MS), de onde viajou 22 horas de ônibus até a rodoviária da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. De lá foi encaminhado ao Brás, onde conheceu a moradia típica dos imigrantes ilegais: um pequeno sobrado em que máquinas e tecidos disputam espaço com beliches. No local, vivem e trabalham 12 pessoas.

Gaudério conseguiu trabalho em uma oficina em que vivem quatro bolivianos, além do chefe, esposa e dois filhos. A rotina é dura: 17 horas diárias costurandos vestidos, das 7h à meia-noite, com folga aos domingos. Sem direitos trabalhistas, seu chefe lhe impôs três meses de trabalho em troca de alimentação e moradia, sem salário. Passado esse tempo, fariam um novo acordo.

Leia a matéria com o relato completo de Antônio Gaudério na Folha deste domingo.

 

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