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Cotidiano
21/12/2007 - 16h03

Presidente da Anac afirma que passageiros podem enfrentar problemas

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da Agência Brasil
da Folha Online

Em visita ao aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) nesta sexta-feira, a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, afirmou que ainda podem ocorrer problemas nos vôos durante o período de férias e de alta temporada. Ela, no entanto, disse acreditar que a crise aérea tenha chegado ao fim.

"Acho que a situação de caos acabou e que o setor todo está se reformulando. As companhias aéreas, a Infraero [Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária], a Anac e o controle do espaço aéreo estão fazendo todo esforço para melhorar o atendimento", afirmou Vieira. "É um processo e espero que tenha resultado o mais rápido possível."

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Infraero, estatal que administra os aeroportos, iniciam nesta sexta-feira o plano de ações para evitar o caos nos principais terminais do país durante os feriados no final do ano.

A partir de hoje as ocorrências de overbooking (número de passagens vendidas superior aos assentos disponíveis); atrasos e cancelamentos de vôos; e o atendimentos aos passageiros serão fiscalizados por uma equipe reforçada pela Anac.

A agência colocará 130 funcionários para apoiar os fiscais que já atuam regularmente nos aeroportos de Congonhas (zona sul de São Paulo), Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), Tom Jobim e Santos Dumont, no Rio, e no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.

Haverá ainda monitoramento detalhado de todos os vôos programados. Os funcionários irão analisar os vôos com atraso e verificar se a informação dada ao passageiro a respeito do que está ocorrendo é correta ou não.

Caso descubram irregularidades, os funcionários irão repassar as informações aos chamados Núcleos de Acompanhamento e Gestão Operacional. Os núcleos devem funcionar durante 24 horas.

Atraso

O atraso nos aeroportos não poupou sequer a presidente da agência, que veio a São Paulo justamente para anunciar um plano para tentar amenizar os problemas enfrentados pelos passageiros. Vieira amargou uma hora de atraso para chegar em São Paulo. Seu vôo, que deveria pousar às 10h15, só chegou às 11h15.

A atual comandante da agência afirmou que os atrasos devem se normalizar em uma semana. "Isso [atrasos] deve diminuir ao longo da semana porque a gente mudou a malha hoje e as companhias estão tendo de fazer algumas alterações", afirmou.

A dica de Vieira é que os passageiros cheguem com antecedência aos aeroportos para evitar filas.

Ela afirmou ainda que as companhias aéreas se comprometeram com a Anac a não cometer overbooking --número de passagens vendidas superior aos assentos disponíveis.

Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 4 opiniões
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 9 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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