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Cotidiano
21/12/2007 - 22h34

Justiça determina prisão de PMs envolvidos no caso de Bauru

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PABLO SOLANO
da Agência Folha

A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira a prisão temporária, por 30 dias, dos seis policiais militares suspeitos de torturar e matar o adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15, durante ação da PM há uma semana, em Bauru (343 km de São Paulo).

Hoje o governador José Serra (PSDB-SP) afirmou que atuará para que a indenização pela morte do adolescente seja concedida rapidamente.

O tenente Roger Marcel Soares de Souza, o cabo Gerson Gonzaga da Silva e os soldados Emerson Ferreira, Ricardo Ottaviani, Maurício Augusto Delasta e Juliano Arcângelo estavam presos em flagrante. O prazo dessa prisão terminaria na segunda-feira (24). Com a decisão do juiz Benedito Okuno, da 1ª Vara Criminal de Bauru, permanecerão detidos por ao menos mais 30 dias.

A prisão temporária foi solicitada pelo delegado seccional de Bauru, Donizetti Pinezzi. que quer manter os suspeitos presos até a conclusão do inquérito.

O adolescente era suspeito de roubar uma moto na cidade. No último dia 15, foi abordado por policiais por volta das 4h20, em sua casa, em região pobre da cidade. Foi levado a um hospital após a abordagem e morreu no mesmo dia. Laudo do Instituto Médico Legal concluiu que ele foi vítima de 30 choques elétricos, sendo dois perto do coração. Um fio desencapado, que pode ter sido usado na tortura, foi apreendido com os policiais.

Os policiais foram preso em flagrante. Segundo o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior, tenente-coronel José Humberto Nardo, "todos os policiais tiveram indícios de participação".

Os policiais negam as acusações. O advogado de quatro deles, Luiz Henrique Mitsunaga, afirma que o rapaz teve um mal súbito logo após ser algemado em seu quarto. Segundo afirmou, Carlos foi levado ao Pronto-Socorro Central de Bauru quando os PMs perceberam que ele salivava e estava pálido.

Sobre a prisão temporária, Mitsunaga afirma que vai "esperar a condução do inquérito policial" para decidir como se manifestará. O advogado do tenente Roger, José Roberto Spoldari, disse que não vai pedir a liberdade do seu cliente.

Adolescente preso

O delegado Pinezzi disse ontem ter localizado o parceiro de Carlos no suposto roubo da moto. Um jovem de 17 anos teria confessado o crime. A Polícia Civil solicitou a apreensão do adolescente ao Juizado da Infância e Juventude de Bauru.

Desdém

O advogado da família de Carlos Rodrigues Júnior classificou de "balela" a afirmação do governador José Serra (PSDB-SP) de que atuará para que a indenização pela morte do adolescente seja concedida rapidamente.

"Qualquer coisa sobre isso agora é balela", disse André Veloso. De acordo com ele, a concessão de indenizações é competência do Judiciário.

O advogado também disse que a família ainda não decidiu se pedirá indenização ao Estado. "Eles possuem prazo de três anos para para pedi-la e não querem pensar nisso agora."

Para o advogado, sem a abertura de processo e decisão judicial, o governador não pode indenizar a família. O único procedimento que o governador poderia apressar, segundo Veloso, é o pagamento da indenização após eventual decisão da Justiça.

Projeto de lei

O governo paulista, por meio da assessoria de imprensa de Serra, contestou as afirmações do advogado. Afirmou que é possível ao Executivo estadual tomar medidas para o pagamento de uma indenização. Para isso, o governador pode enviar à Assembléia Legislativa um projeto de lei autorizando a Fazenda do Estado a pagar a indenização, informou.

Comentários dos leitores
André Vaz (1) 05/04/2008 13h53
André Vaz (1) 05/04/2008 13h53
SAO PAULO / SP
Enquanto o ser humano, não for capaz de controlar seus instintos mais primitivos, sua ignorância e intolerância. Vai ser cada dia mais comum vermos noticias de barbaridades e violência ums contras ou outros. Temos que parar e analisar á que ponto chegamos ou chegaremos sendo inexoráveis ou insurgentes. As vezes um simples abraço ou um sorriso pode mudar uma situação, que nos levaria a chorar, estampados em uma pagina policial. 15 opiniões
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Andreia Santos (1) 31/03/2008 01h12
Andreia Santos (1) 31/03/2008 01h12
SAO PAULO / SP
Meu nome é andreia sou amiga de Edison Cabugueira que por motivos de tolerância zero do GCM foi baleado na perna por ter reclamado do clube que só tinha segurança em eventos
Por mais que ele tivesse errado o guarda jamais teria que dar um tiro nele ainda mais na frente do seu filho de apenas três anos de idade que por sinal pode ficar com medo de frequentar o clube novamente,sou amiga do Edison Cabugueira a 15 anos e não tenho o que falar dele a não ser que ele é uma pessoa simples e muito querido pelos moradores da rua aonde mora e pelo inúmeros de amigos que ele tem que não são poucos.
33 opiniões
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Bruno de Oliva (8) 30/03/2008 22h43
Bruno de Oliva (8) 30/03/2008 22h43
Descoberto o culpado, joguem-no de cabeça, e amarrado, pela mesma janela que jogou a criança. O código de hamurabi está em falta hoje em dia... 10 opiniões
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