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Cotidiano
25/12/2007 - 09h26

Com praia lotada, Floripa limita escolas de surfe

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FELIPE BÄCHTOLD
da Agência Folha, em Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis (SC) limitou em no máximo cinco o número de escolas de surfe por praia da cidade. Segundo a Secretaria de Urbanismo do município, se os estabelecimentos não fossem regulamentados, poderia não haver espaço para os banhistas.

Para funcionar nos próximos três meses, as escolas precisaram se credenciar na prefeitura. Em algumas praias com orla de curta extensão, como a de Naufragados, o número de escolas foi limitado a duas. Se houver mais interessados do que vagas, as escolas mais antigas terão preferência.

Serão permitidas no máximo 51 escolas de surfe na cidade. A prefeitura também pretende demarcar os pontos onde cada uma irá atuar.

Segundo a Associação Catarinense das Escolas de Surf, há pelo menos um caso de falta de vagas para escolas em Florianópolis. Na praia da Joaquina, uma das mais movimentadas da cidade, há três vagas para estabelecimentos e quatro interessados.

Proprietária de uma escola que funciona há 18 anos no local, Karina Abras diz que a regulação é necessária e reivindicada por quem está há mais tempo no mercado. "Imagina se houvesse oito escolas, uma do lado da outra. Onde os turistas iriam ficar?", questiona.

Mas Abras diz que a medida não deve provocar filas de espera na maioria das praias. Segundo a proprietária, não é comum um forasteiro abrir uma escola em balneários da cidade por causa da cultura do "localismo" entre os surfistas da cidade.

Os praticantes da modalidade não costumam freqüentar praias que não conhecem -até por receio de represálias dos surfistas locais.

Há 40 escolas de surfe na cidade, segundo a associação do setor. O aluno paga em média R$ 35 por uma hora de aula.

O secretário de Urbanismo da capital catarinense, Norberto Stroisch, diz que os cursos serão regulamentados, porque são uma atividade comercial como qualquer outra, como o comércio ambulante ou os restaurantes.

Falta de espaço

Na praia da Joaquina, durante a temporada de verão, os banhistas e surfistas fazem uma divisão informal do espaço, o que não impede a ocorrência de acidentes, segundo o salva-vidas Rubens Augusto, que trabalha no local.

Para aumentar a segurança, as escolas também devem oferecer pranchas de material mais mole do que o convencional e de quilhas flexíveis.

O capitão dos Bombeiros Guideverson Heisler, responsável pelo atendimento nas praias da cidade, diz que os salva-vidas podem no máximo orientar os turistas e praticantes de surfe.

"Existem os acidentes porque fica todo mundo [banhistas e surfistas] misturado na água", diz Heisler.

 

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