Vendedor morre durante incêndio no HC
LAURA CAPRIGLIONE
da Folha de S.Paulo
O vendedor Raimundo Nonato de Azevedo, 56, que estava internado no 9º andar do Centro Cirúrgico do Hospital das Clínicas, morreu na madrugada do dia 25 de dezembro, quando um incêndio no quadro de energia elétrica do subsolo do Prédio dos Ambulatórios do HC suspendeu cirurgias, provocou correria e obrigou cerca de 600 funcionários e 200 pacientes a abandonar rapidamente o prédio --sob o risco de morrerem asfixiados.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| Janelas do HC após incêndio |
Segundo Samir Rasslan, professor titular e médico do HC, uma equipe de enfermeiros desceu de escada os andares, cuidando para manter a ventilação do paciente. A transferência foi feita para outro centro de cuidados intensivos, no mesmo hospital.
Azevedo estava internado com câncer desde novembro. No dia 4 de dezembro, foi operado para a extração de um tumor no esôfago. No dia 6 foi reoperado e desde então estava em estado grave no pós-operatório do centro cirúrgico.
A mulher dele, Maria Salete de Azevedo, 56, foi ontem ao HC para saber em que condições o marido morreu. Ela diz ter recebido um telefonema às 2h do dia do incêndio, comunicando-lhe da morte. O corpo foi levado para o Serviço de Verificação de Óbitos, onde consta como causa mortis um quadro de septicemia e de falência múltipla de órgãos.
Segundo Rasslan, "a morte do paciente ocorreria de qualquer jeito. Era um quadro terminal", diz.
No dia seguinte, o Hospital das Clínicas comunicou em nota oficial que nenhum paciente ou funcionário havia morrido no incêndio.
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