Cotidiano
01/01/2008 - 11h58

Infraero diz que integração garantiu tranqüilidade nos aeroportos

da Folha Online

A Infraero (estatal que administra os aeroportos do país) divulgou nota nesta terça-feira na qual comemora os resultados da Operação Verão 2008, que, segundo a estatal, garantiu tranqüilidade nos aeroportos do país durante as festas de fim de ano.

Na nota, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, ressalta que o movimento tranqüilo registrado nos principais terminais neste fim de ano foi conseqüência da integração entre a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e a própria Infraero.

"Houve uma perfeita integração entre a empresa [Infraero], a Agência Nacional de Aviação Civil e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo", disse Gaudenzi na nota.

A Infraero também divulgou resultados dos recém-criados núcleos de Acompanhamento e Gestão Operacional que recebem informações sobre irregularidades nos aeroportos. Segundo a estatal, os núcleos constataram que houve aumento de passageiros --de 100 milhões, em 2006, para 110 milhões, em 2007-- e redução gradativa de atrasos.

O tenente brigadeiro do ar Cleonilson Nicácio Silva, diretor de Operações da Infraero e responsável pela Operação Verão 2008, disse que a melhora significativa nos atrasos foi resultado do empenho de pessoas que trabalham na aviação.

"[Os responsáveis pelo sucesso da operação] São as milhares de pessoas que de norte a sul e de leste a oeste trabalharam para fazer funcionar com segurança todo o sistema de aviação civil e de controle do espaço aéreo. São todos aqueles que se esforçaram e trabalharam com dedicação e seriedade", afirmou.

A Infraero registrou poucos atrasos nos vôos nos principais aeroportos do país durante as festas de fim de ano. No feriado de Ano Novo, o movimento foi mais tranqüilo ainda, com menos de 4% das partidas com atrasos, em média.

A situação dos aeroportos registrada no fim de 2007 é bem diferente do que ocorreu no fim de 2006, quando passageiros enfrentaram atrasos e cancelamentos de vôos, além de overbooking (número de passagens vendidas superior aos assentos disponíveis), o que lotou os principais terminais do país.

Comentários dos leitores
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
Valdir Antonelli (5) 11/07/2008 21h21
SAO PAULO / SP
Pelo jeito a empresa nunca mais vai poder montar stands, parquinhos ou fazer divulgação né? Me sensibilizo com as famílias que perderam alguém no voo, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Juro que quando li a manchete pensei que a TAM tivesse montado algo no local do acidente, mas depois que vi que era em um shopping achei absurdo os comentários e o tom da reportagem. 1 opinião
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Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
Marina Boschini (1) 11/07/2008 20h06
CAMPINAS / SP
Eu compreendo o sentimento dos familiares, mas devo discordar. Faz 3 anos que minha mãe faleceu, todos os dias sinto sua falta, mas em épocas como o dia das mães é ainda pior; deveria eu ficar indignada com todas as propagandas veiculadas perto da data? Não seria uma insensibilidade das empresas com todas as pessoas que perderam suas mães? Sinto muito, mas uma coisa não leva a outra. Por acaso, as famílias só se lembram de seus parentes em Julho? Faz parecer que se um parente das vítimas passasse perto desse parquinho em Outubro ele não se incomodaria. Lutem sim pelos seus direitos, mas com argumentos válidos. 2 opiniões
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Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
Claudio Koseki (1) 11/07/2008 18h28
OSASCO / SP
Me desculpe, não li todos os comentários, mas, realmente, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Agora, por causa do acidente a TAM deve fechar as portas, colocar todos os colaboradores na rua, cair no ostracismo, não mais patrocinar eventos, enfim.
Estamos há menos de uma semana para que o acidente complete 1 ano, creio que haja uma certa, vamos dizer, apimentada na reportagem. É pertinente uma matéria deste tipo às vésperas deste acidente que chocou o Brasil.
Agora, leram a reportagem, sobre a "lajona" em CGH para o pátio VIP? http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u421333.shtml . Olha, de forma alguma provocando os familiares das vítimas do JJ3054, mas com todo o respeito, cadê a mesma energia para atacarem mais esta brilhante atuação do ministro Nelson Jobim?
Aliás, apenas por informação as mesmas pistas que os jatos do GTE (Grupo de Transporte Especial do qual o A319 presidencial faz parte) usam são as mesmas pistas das demais aeronaves e inclusive, se o Sr. Presidente está abordo de uma aeronave, o aeroporto tem suas operações comerciais suspensas temporariamente para que esta aeronave pouse ou decole.
Esta medida sim é uma provocação, não o Parquinho da TAM no Shopping.
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