Homem internado com suspeita de febre amarela morre em Brasília
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Um morador de Brasília morreu nesta terça-feira com suspeita de febre amarela. Graco Carvalho Abubakir, 38, morava no Lago Norte, bairro nobre da cidade, e estava internado no Hospital Santa Luzia desde a última sexta-feira (4). No fim de semana duas pessoas morreram, uma em Goiânia e outra em Brasília, com suspeita da doença.
Quando foi internado, Abubakir apresentava um quadro clínico com febre alta, dor de cabeça e dor no corpo. Ao longo do período em que esteve no hospital apresentou diarréia e náuseas, segundo o corpo médico. O paciente morreu às 13h45 de hoje e a causa da morte, segundo o hospital, foi insuficiência hepática, renal e respiratória.
De acordo com comunicado do estabelecimento, um exame sorológico foi feito para apontar se Abubakir estava com febre amarela. O resultado deve sair na sexta-feira. Já o resultado da autópsia também deve apontar se o paciente estava com a doença.
Em nota do hospital, o infectologista Henrique Marconi Pinhati afirmou que o sangue do paciente tornou-se incoagulável.
Vacina
Após o anúncio das primeiras suspeitas de febre amarela em humanos no Distrito Federal provocou uma corrida aos postos de saúde em busca da vacina na região.
Além do caso de Abubakir, há mais um paciente internado na cidade com os sintomas típicos da doença. No entanto, ainda não há exames da Secretaria de Saúde do Distrito Federal que comprovem que são casos de febre amarela.
A estudante de direito Juliana de Souza Alencar estava na fila no hospital da Asa Norte esperando para ser vacinada.
"Eu vim vacinar por causa dos suspeitos de febre amarela e nós cidadãos devemos procurar vacinar tendo, ou não, suspeita de febre amarela", afirmou a estudante que tomou a vacina em 1998.
No Centro de Saúde 1 de Santa Maria, uma região administrativa do Distrito Federal, a fila é longa e a espera pelo atendimento é de aproximadamente meia hora. A situação é a mesma nos centros de saúde de outras regiões como o Lago Sul e São Sebastião.
A demora no atendimento se justifica pela grande procura, segundo a administração dos postos. A área que mais demanda servidores é a de triagem, já que é preciso atentar para fatores como alergia a ovo ou vencimento da vacina --se está prestes a completar dez anos. De acordo com informações com funcionários dos postos, não há falta de vacina.
Com Agência Brasil
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